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Ser poeta – Florbela Espanca

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Ser poeta – Florbela Espanca

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim…
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

 

Ser poeta – Florbela Espanca


Nota Biográfica

Florbela Espanca nasceu em Vila Viçosa, Portugal, em 8 de dezembro de 1894.  A poetisa foi batizada como Flor Bela Lobo, e optou por se autonomear Florbela d'Alma da Conceição Espanca. A sua vida, de apenas 36 anos, foi plena, embora tumultuosa, inquieta e cheia de sofrimentos íntimos, que a autora soube transformar em poesia da mais alta qualidade.





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