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A múmia “mais bem conservada” do Egito

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(Segundo o arqueólogo José Manuel Galán, o verdadeiro valor da descoberta está no ataúde de madeira em que foi encontrada)

Uma equipe de arqueólogos australianos descobriu no Egito, a vinte e cinco quilômetros do Cairo, três múmias da Dinastia XXVI, que datam de aproximadamente 2600 anos. O achado aconteceu por acaso, ao se abrir uma porta secreta por trás de uma estátua no interior de uma tumba de 4.200 anos de antiguidade que estavam explorando. Uma das múmias se encontra em muito bom estado, podendo ser, segundo os especialistas, “uma das mais bem conservadas que se encontraram”. Seu peito está coberto de contas. “Na maioria das múmias desse período as contas desapareceram, mas esta conserva todas”. José Manuel Galán, diretor do projeto espanhol “Djehuty”, que o Conselho Superior de Pesquisa Científica desenvolve no Egito, não concorda com a importância dada à antiguidade do achado, já que no Egito foram encontradas múmias em “melhor ou pior estado” que datam de 3000 antes de Cristo, quando começou essa prática.

Para Galán, o verdadeiro valor dessas múmias está em seu processo de enterramento, já que estão em cofres de madeira. “Se o ataúde estiver em bom estado, estaremos ante uma grande descoberta”, declarou. O sarcófago tem a forma do deus faraônico Osíris.

Em um lugar próximo, os especialistas encontraram várias tumbas pequenas construídas de adobe de barro que datam da dinastia V, que reinou no Egito entre 2463 e 2322 a.C.

Gontzal Larrauri

Organização das Nações Unidas promove o cultivo em terraços e parques das cidades

A ONU para a Agricultura e Alimentação (FAO) considera que as pequenas hortas nas metrópoles podem proporcionar até 2,4 euros por dia às famílias com menos recursos.

Os terraços, jardins e parques das cidades e de sua periferia podem ser aproveitados para o cultivo de pequenas hortas e, inclusive, para a criação de animais de granja, como vacas leiteiras. Essa é uma das curiosas propostas que a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) lançou no Dia Mundial do Meio Ambiente.

Devido ao “rápido crescimento das cidades no mundo”, as explorações agrícolas dentro das áreas urbanas ou em sua periferia desempenharão um papel cada vez maior na alimentação da população, considera a FAO.

A agricultura em áreas urbanas e suas periferias proporciona atualmente comida a cerca de 700 milhões de residentes nas cidades, um quarto da população urbana mundial, segundo a agência da ONU.

Levando em conta que o crescimento da população no planeta daqui até o ano 2030 se concentrará nas áreas urbanas dos países em desenvolvimento — então cerca de 60% da população desses países viverá nas cidades —, os benefícios de cultivar hortaliças e criar aves ou gado nas proximidades dos núcleos urbanos são óbvios.

Por um lado, se solucionariam os problemas relacionados ao transporte de alimentos aos centros urbanos. “As longas distâncias, estradas em mau estado e o caos urbano fazem com que se percam entre 10 e 30 por cento do produto durante o transporte”, afirma a FAO.

Por outro, dispor de alimentos frescos ajudaria a combater os transtornos e enfermidades relacionados com maus hábitos alimentares. É que “o moderno estilo de vida nas grandes metrópoles induz cada vez mais gente a consumir mais gordura e comidas rápidas, menos fibras e comida caseira”, adverte a FAO, que sublinha o paradoxo que enfrentam os países em desenvolvimento.

Exemplos atuais

Alguns exemplos atuais desse tipo de agricultura urbana podem ser encontrados na capital da Tanzânia, Dar es Salaam, ou em Dakar, no Senegal. Na primeira, 650 hectares dedicados à produção de hortaliças sustentam 4.000 camponeses, segundo dados da FAO. Na segunda, graças a um projeto da FAO, as hortas de tomates de um metro quadrado cultivadas nos terraços produzem entre 18 e 30 quilos de tomate ao ano.

Mais informação:

Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO)

Canal Solidário-OneWorld, 2005

http://www.canalsolidario.org