Bem vindo(a)! Você pode filtrar informações específicas da sede mais próxima de você, através da caixa à direita:

Amplie seu vocabulário!

Nova Acrópole / Artigos / Amplie seu vocabulário!
Categoria:

Você é aficionado por ampliar seu vocabulário? Então copie o método, muito original, que o escritor Jack London utilizava para aprender palavras novas.

Ele pendurava uma corda de ponta a ponta em seu quarto, como um varal de roupa; quando em suas leituras se deparava com uma palavra desconhecida, a escrevia junto com sua definição em um quarto de uma folha de papel, que pendurava no varal. Depois, nas horas livres, dedicava-se a dar voltas pelo quarto passando em revista o “varal” e aprendia as palavras.

Talvez um pouco complicado, mas divertido.

Milagres sem significado

Um velho mestre mandou seus discípulos percorrerem o mundo com a incumbência de lhe trazerem noticias do acontecimento mais maravilhoso que tivessem contemplado durante sua viagem. Ao final de muitos meses, regressou um deles e começou a narrar o seguinte:

— Mestre, o mais incrível e maravilhoso que contemplei nestes longos meses aconteceu um dia em que estava a ponto de pegar uma barca que cruzava um caudaloso rio. No momento de zarpar, chegou um pobre ancião e pediu ao barqueiro que por caridade o levasse à outra margem, já que não dispunha de dinheiro. O dono da barca negou, enfurecido, e soltou as amarras com toda rapidez, de tal forma que a barca foi levada pela correnteza. Porém nesse momento e ante a surpresa de todos, o ancião fechou os olhos, entrou num estado de êxtase e começou a caminhar sobre as águas, até que atravessou o rio! Não é surpreendente? Isso não é um milagre?

— Quanto custava a passagem da barca? — perguntou o mestre.

— Somente duas moedas — respondeu o discípulo.

— Pois essas duas moedas é todo o valor do milagre que contemplaste.

O mercado da sede – A próxima guerra será por água.

É possível viver sem carros, mas sem o “ouro azul” é inimaginável. O mercado da água é o maior do mundo. Daí que as empresas deste setor se encontram entre as mais poderosas junto às de petróleo, de armamentos e farmacêuticas.

As multinacionais se estendem por todos os continentes animadas pelo crescimento do consumo da água engarrafada, tanto pelas nações mais prósperas quanto pelos países empobrecidos. O preço da água engarrafada pode superar em mil vezes o da água fornecida pela rede pública. Chama a atenção que cada norte-americano consuma, em média, 85 litros de água engarrafada por ano, quando suas redes de abastecimento nunca foram tão confiáveis. Nos gigantes asiáticos, China e Índia, a contaminação dos rios facilita a entrada dessas empresas. Também desembarcaram em alguns países do continente africano, com uma elevada porcentagem de população sem água potável, onde existe o risco de que os governos considerem satisfeita esta necessidade e não invistam na rede pública de água tratada apesar do benefício econômico que teriam por ter água potável.

Os governos se desentendem e deixam nas mãos da iniciativa privada o serviço de um bem indispensável. A privatização, favorecida por organizações internacionais que dizem velar pelo desenvolvimento dos paises, é responsável por que no Quênia um litro de água custe o dobro do de gasolina. A maior parte dos créditos concedidos pelo Banco Mundial para o serviço coloca como condição que este se privatize. Ainda que em algumas nações se tenha conseguido aumentar significativamente a cobertura da rede, seu estado continua sendo deficiente, o que torna pouco aconselhável beber água da torneira. Em todo caso, os interesses das empresas não correspondem às necessidades reais.

A maior parte da população sem água potável se encontra nas zonas rurais ou urbanas de extrema pobreza onde não existem ainda redes de distribuição e não se pode comprar a água comercializada.

A água é um bem fundamental do qual não se deve obter benefício econômico. Para a Organização das Nações Unidas o acesso a ela é um direito de todo ser humano. É preciso outro modelo de indústria em que não se faça um negócio da necessidade, nem tampouco do domínio das riquezas e do mercado. As multinacionais da água se assemelham às do petróleo ao favorecer seus interesses com uma situação injusta, pois oferecem um bem vital a um alto preço em países onde uma porcentagem elevada da população é pobre.

A água sempre foi uma fonte de vida e possibilitou o desenvolvimento das civilizações, como a egípcia às margens do Nilo. Às vezes, é motivo de disputa porque a maioria dos recursos hídricos mais importantes não pertence a um único país.

Daí os conflitos na Bacia do Jordão, do Eufrates, do Tigre, do Nilo e do Zambeze. A população e os recursos hídricos repartem-se na terra de forma desigual.

Um dos grandes Objetivos do Milênio é melhorar o acesso à água potável e às redes de saneamento básico, pois a contaminação provoca 80% das doenças nos países empobrecidos e a cada dia tira a vida de 6.000 crianças menores de cinco anos. A convivência ficar muito comprometida quando milhões de pessoas sofrem conseqüências em sua saúde, e muitas nações são empurradas à pobreza ao perder sua força mais preciosa: a infância. Com seus interesses, essas multinacionais criaram um mercado da sede que só faz prejudicar a quem carece de água limpa e saudável.

Jorge Planelló

Centro de Colaboraciones Solidarias

http://www.portaldelmedioambiente.com