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Andrés Bello, o Humanista da América (1ª parte)

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por Leonardo Santelices A.

“Andrés Bello não pertence somente à Venezuela, que lhe deu o ser,

nem ao Chile, que lhe deu a segunda pátria,

mas sim a toda América Espanhola, desde o México até Buenos Aires.

Isso é indiscutível. E Bello não é apenas uma magna figura nas letras da América, é o gênio da cultura hispano-americana no século da independência. E se Bello pertence a toda América Espanhola, também pertence à Espanha”.

Ramón Menéndez Pidal

A segunda metade do século XVIII e a primeira metade do século XIX foram tempos de convulsão e esperança na América Latina. Um momento quando se começa a consolidação do que seriam os futuros países que se transformariam mais tarde em repúblicas com todos os seus atributos. É aqui que florescem todos os chamados Pais da Pátria. E é neste tempo agitado e prolífero que vive um de seus grandes protagonistas, Andrés Bello.

“Na segunda metade do século XVIII, Caracas viu nascer três grandes homens representativos da América, para empregar a insubstituível expressão emersoniana: o Precursor, o Visionário, foi assim chamado Miranda pelo seu biógrafo chileno; Bolívar, o Libertador; e Bello, o Educador”( Pedro Lira Urquieta em seu livro Andrés Bello).

Andrés Bello nasceu em Caracas, Venezuela, no dia 29 de novembro de 1781. Seus pais foram Bartolomé Bello, advogado e músico, e Ana Antonia López. Sua vida se desenvolve em três grandes cenários: Caracas do fim do século XVIII e princípio do XIX, que foi uma das cidades mais cultas do império espanhol na América; Londres, que estava se convertendo na capital de um novo império mundial; e, finalmente, no extremo austral do continente, Chile, onde desenvolveu grande parte de sua obra.

O humanista chileno Miguel Luis Amunátegui o descreve assim: “contextura débil na aparência, feições delicadas e expressivas, um caráter sério, freqüentemente meditabundo, às vezes algo melancólico e com entendimento precoce, vigoroso e perspicaz”.

Concorre para suas primeiras letras à escola que, com o nome de Academia,era dirigida em Caracas por Dom Ramón Vanlosten. Freqüenta o convento das Mercedes, onde aprende latim com o Padre Cristóbal de Quesada, grande conhecedor da língua e literatura latinas, que sedimentou o humanismo clássico na alma do menino Andrés Bello. Quando da morte deste (1796), Bello traduzia o livro V da Eneida.

Em 1796, Bello ingressou no Seminário e na Universidade de Santa Rosa de Caracas. No dia 14 de junho de 1800, recebeu o grau de bacharel em artes. Esses estudos lhe deram um excelente domínio do latim e do idioma castelhano e despertaram sua inquietude pela filosofia, ciências e letras. Aprendeu, além disso, por conta própria, os idiomas inglês e francês.

Entre 1797 e 1798, deu aulas particulares a Simón Bolívar, que era um ano e meio mais novo que Bello, e se referiu a ele nestes termos: “Eu conheço a superioridade deste caraquenho contemporâneo meu. Foi meu mestre, quando tínhamos a mesma idade e eu o amava com respeito”.

No fim de 1799, conheceu Alexander von Humboldt, a quem acompanhou em 1802 na ascensão do Monte Ávila. Assim iniciava-se uma amizade peculiar, sendo, para alguns críticos, notável a influência de Humboldt na visão da natureza que expressa Bello em suas poesias, assim como em seus ensaios, traduções e, fundamentalmente, em sua obra de divulgação científica.

Suas obras em Caracas

Em 1807, Bello foi nomeado pelo capitão geral interino, Juan de Casas, secretário político da junta da vacina. Desde o século XVI, a Venezuela vinha sendo atacada pela peste da varíola, isso deu uma enorme evidência à vacina e a Andrés Bello, que,cheio de entusiasmo juvenil por este acontecimento, compõe um longo poema denominado À Vacina, do qual seguem alguns poucos versos:

Carlos manda; y al punto una gloriosa

expedición difunde en sus inmensos

dominios el salubre beneficio

de aquel grande y feliz descubrimiento.

Él abre de su erario los tesoros;

y estimulado con el alto ejemplo

de la regia piedad, se vigoriza

de los cuerpos patrióticos el celo.

Él escoge ilustrados profesores

y un sabio director, que, al desempeño

de tan honroso cargo, contribuyen

con sus afanes, luces y talento.

¡Ilustre expedición! La más ilustre

de cuantas al asombro de los tiempos

guardó la humanidad reconocida;

y cuyos salutíferos efectos,

a la edad más remota propagados,

medirá con guarismos el ingenio,

cuando pueda del Ponto las arenas,

o las estrellas numerar del cielo.

Que de polvo se cubran para siempre

estos tristes anales, donde advierto

sobre humanas cenizas erigidos

de una bárbara gloria los trofeos

Em 1808, surge em Caracas a primeira imprensa, e o governo começa a publicação de um jornal local chamado A Gazeta de Caracas e, por seu prestígio, Andrés Bello é nomeado seu primeiro redator.

No final de 1809, elabora o Calendário Manual e Guia Universal de Forasteiros na Venezuela, contendo o resumo da história da Venezuela, no qual serão mostradas as qualidades da prosa de Andrés Bello, como se pode ver neste parágrafo:

As vantagens que prometia o País dos caracas haviam chegado à Corte, talvez pelas relações de Sancho Briceño, Deputado da Província da Venezuela, para estabelecer a forma de governo mais conforme ao estado de sua população, pois, que tendo vindo a governá-la, D. Pedro Ponce de León lhe deu especial encargo de que concluísse a redução do Vale de Maia. A honra de fundar nele a capital, que os heróicos trabalhos de sua conquista prometiam a Fajardo, estava reservado a Diego Losada, a quem confirmou Ponce a nomeação que lhe havia dado seu antecessor para ser intendente da redução dos caracas. Ofereceu-se para acompanhá-lo Juan de Salas, seu íntimo amigo, com cem índios guayqueríes, que tinha na Margarita e, ao mesmo tempo que saiu Salas para buscá-los, partiu Losada do Tocuyo em 1567 e chegou até Nirgua, desde onde, encarregando o mando a Juan Maldonado com ordem de que o esperasse no Vale de Guacara, dirigiu-se a Borburata em busca de Salas, cujo atraso já era prejudicial à sua derrota. Depois de esperá-lo em vão, durante quinze dias, voltou a se incorporar com os seus, que se encontravam no Vale de Mariara, onde se deteve a passar revista em seu exército, que era composto de cento e cinqüenta homens, dentre eles vinte a cavalo, oitocentos índios auxiliares, duzentas bagagens e um grande rebanho de gado.

Durante sua juventude, Bello se destacou como poeta, com um estilo que responde aos cânones neoclássicos, em voga em seu tempo. Como exemplo, seguem umas poucas estrofes de seu poema À Nave, inspirado em Horácio.

¿Te llevarán al mar, oh nave, nuevas olas?

¿Qué haces? ¡Ay! No te alejes del puerto.

¿No ves cómo tus flancos están faltos de remos

y, hendido el mástil por el raudo Ábrego,

tus antenas se quejan, y a duras penas

puede aguantar tu quilla sin los cables

al cada vez más agitado mar?

No tienes vela sana, ni dioses

a quienes invocar en tu auxilio,

y ello por más que seas pino del Ponto,

hijo de noble selva, y te jactes

de un linaje y de un nombre inútil.

Nada confía el marinero, a la hora del miedo,

en las pintadas popas. Mantente en guardia,

si es que no quieres ser juguete del viento.

Tú, que fuiste inquietudes para mí

y eres ahora deseo y cuidado no leve,

evita el mar, el mar que baña

las Cícladas brillantes.

Horacio

¿Qué nuevas esperanzas

al mar te llevan? Torna,

torna, atrevida nave,

a la nativa costa.

Aún ves de la pasada

tormenta mil memorias,

¿y ya a correr fortuna

segunda vez te arrojas?

Sembrada está de sirtes

aleves tu derrota,

do tarde los peligros

avisará la sonda.

¡Ah! Vuelve, que aún es tiempo,

mientras el mar las conchas

de la ribera halaga

con apacibles olas.

Presto erizando cerros

vendrá a batir las rocas,

y náufragas relíquias

hará a Neptuno alfombra.

Andrés Bello

Também começou em Caracas suas investigações sobre o idioma castelhano, escreveu a monografia Análise Ideológica dos Tempos da Conjugação Castelhana, «o mais original e profundo de seus estudos lingüísticos», segundo Menéndez Pelayo e a Arte de Escrever com Propriedade, composto pelo Abate Condillac, traduzido do francês e recuperado para a língua castelhana.

A estadia em Londres

No dia 10 de junho de 1810, na corveta inglesa General Wellington, parte para Londres acompanhando a missão diplomática enviada ante o governo britânico, formada por Simón Bolívar e Luis López Méndez. Quando foi para Londres, aos 29 anos, Bello já tinha fama de ser um homem de letras. Sua estadia em Londres deveria ser por pouco tempo, no entanto, os acontecimentos políticos modificaram esses planos.

Em 1812, restabeleceu-se o regime colonial na Venezuela, com o que Andrés Bello começou seu período de auto-exílio.

Entre 1812 e 1822, não teve trabalho estável. Ocupou-se em transcrever os manuscritos de Jeremias Bentham e deu aulas particulares de francês e espanhol. Graças às gestões de José María Blanco y Crespo, conhecido como Blanco White, escritor e polemista espanhol exilado na capital britânica, recebe auxílios do governo inglês e foi mestre dos filhos de William Richard Hamilton, nesse momento, subsecretário de Relações Exteriores.

Em maio de 1814, casou-se com Mary Ann Boyland, de 20 anos, que lhe deu três filhos. Mary morreu em 9 de maio de 1821. Bello casou-se novamente em fevereiro de 1824, com Elizabeth Antonia Dunn, também de 20 anos, que o acompanhou até o fim de seus dias. Este matrimônio gerou 12 filhos: três deles nascidos em Londres e os demais no Chile.

Relaciona-se com Antonio José de Irisarri, guatemalteco, Ministro do Chile em Londres, quem o nomeia secretário interino da missão diplomática em 1822.

Durante sua estadia em Londres, completa sua formação e faz amizade com importantes personagens europeus e latinoamericanos, entre eles Francisco de Miranda. Bello viveu em sua casa de Grafton Street até 1812 e trabalhou na magnífica biblioteca que ocupava todo um andar da residência.

Bello trabalhou nas magníficas bibliotecas públicas da capital britânica: a do British Museum e a London Library. Ali leu os clássicos gregos e latinos e dispôs de impressos e manuscritos de extraordinário valor para seus estudos filológicos, tendo trabalhado na reconstrução do Poema del Cid.

Bello foi redator de duas grandes revistas publicadas em Londres por uma sociedade de americanos, das quais são alma Andrés Bello e Juan García del Río (1794-1856). Apareceu em 1823 a Biblioteca Americana, uma miscelânea de literatura, artes e ciências. Nesta publicação Bello traduz ou extrai diversos artigos sobre magnetismo terrestre, teoria das proporções definidas e tabela dos equivalentes químicos, cultivo e benefício do cânhamo, entre outros.

Em 1826 -1827, aparece em O Repertório Americano, com a publicação de “Alocução à poesia”, na qual se “introduzem os elogios dos povos e indivíduos americanos que mais se destacaram na guerra de independência”.

Em o Repertório, aparecem traduções ou resumos seus sobre temas também diversos como: História da Doutrina dos Elementos dos Corpos, Introdução aos Elementos de Física do Doutor Arnott, Descrição da cochinilla misteca de sua criação e seu benefício, o Ensaio político sobre a Ilha de Cuba por Humboldt, Descobrimento de um Novo Remédio contra a Papeira, etc.

Esta prolífica estadia de Bello em Londres, às vezes cheia de penúrias econômicas, compartilhadas com personagens europeus e americanos, será um período de uma importante produção poética, como A Agricultura da Zona Tórrida que segue:

¡Oh! ¡los que afortunados poseedores

habéis nacido de la tierra hermosa,

en que reseña hacer de sus favores,

como para ganaros y atraeros,

quiso Naturaleza bondadosa!

romped el duro encanto

que os tiene entre murallas prisioneros.

El vulgo de las artes laborioso,

el mercader que necesario al lujo

al lujo necesita,

los que anhelando van tras el señuelo

del alto cargo y del honor ruidoso,

la grey de aduladores parasita,

gustosos pueblen ese infecto caos;

el campo es vuestra herencia; en él gozaos.

¿Amáis la libertad? El campo habita,

no allá donde el magnate

entre armados satélites se mueve,

y de la moda, universal señora,

va la razón al triunfal carro atada,

y a la fortuna la insensata plebe,

y el noble al aura popular adora.

¿O la virtud amáis? ¡Ah, que el retiro,

la solitaria calma

en que, juez de sí misma, pasa el alma

a las acciones muestra,

es de la vida la mejor maestra!

¿Buscáis durables goces,

felicidad, cuanta es al hombre dada

y a su terreno asiento, en que vecina

está la risa al llanto, y siempre, ¡ah! siempre

donde halaga la flor, punza la espina?

Id a gozar la suerte campesina;

la regalada paz, que ni rencores

al labrador, ni envidias acibaran;

la cama que mullida le preparan

el contento, el trabajo, el aire puro;

y el sabor de los fáciles manjares,

que dispendiosa gula no le aceda;

y el asilo seguro

de sus patrios hogares

que a la salud y al regocijo hospeda

(fragmento)

Mudanças tecnológicas mostram uma importante mudança de mentalidade.

por Leonardo Santelices A.

À intempérie

o vento vai se infiltrando

até minha alma

Matsuo Basho

A noção da arquitetura tradicional

Estamos tão acostumados a escutar que o ser humano é um animal e muitas vezes fomos nos convencendo de que é assim logo atuamos como conseqüência deste postulado. No entanto, é claro que nós humanos temos algumas diferenças fundamentais com os animais, entre elas, o fator cultural.

Por isso a sociedade humana não vive num espaço natural selvagem, ao invés disso, vive em um espaço cultural com qualidades e significado.

As qualidades são de diversas índoles, físicas, energéticas, psicológicas e inclusive espirituais. A valorização do espaço para os humanos não é um problema de preço ou valor material sendo fundamentalmente um problema de significado, sendo que o significado é o que faz variar o custo comercial de um terreno ou de uma casa, por exemplo.

Para a estética japonesa uma paisagem é um pedaço do Tao, o Sentido e a Trilha Universal, e através desta paisagem, na medida em que se compreenda o Kami ou o Espírito que lhe habita, pode integrar-se ao Tao. Sendo assim, a relação com o espaço natural é fundamentalmente através de seu significado, como nos mostra o haiku de Basho que colocamos no início deste artigo.

As pessoas da comunidade japonesa, para viverem em um lugar natural, intervém primeiramente nele, ou seja, transformam-no e outorgam-no qualidades e significado. Por isso o espaço humano propriamente dito é também um espaço arquitetônico.

No século I a.C., Vitrúvio fixou as três condições básicas da arquitetura: Firmitas, Utilitas, Venustas (resistência, funcionalidade e beleza). Além da distância temporal e de mentalidade, estes três princípios conservam em grande parte sua vigência, mesmo sendo poucas as obras que os cumpram.

As obras arquitetônicas devem cumprir com uma determinada perfeição técnica que lhes assegure uma adequada Firmitas (resistência).

Toda obra arquitetônica, desde uma cidade até uma casa, deve cumprir cabalmente com a função para a qual foi desenhada, ou seja, cumprir com a condição de Utilitas (funcionalidade).

Nós, seres humanos, também necessitamos de beleza, harmonia e estética, por isso toda a obra arquitetônica também deve possuir Venustas (beleza).

Atualmente, com o rumo que tomaram as coisas – em relação à deterioração crescente ao meio ambiente, que é produto das atividades humanas – resta claro que rompemos o vínculo entre a sociedade humana e a natureza, e isso fez com que o tríptico arquitetônico se deformasse completamente.

Não nos referimos somente à arquitetura, mas também à atividade humana em conjunto. Firmitas é agora o uso indiscriminado de materiais em que o maior produto gerado é o lixo, muito do qual necessitará de milhões de anos para ser regenerado. A Utilitas foi substituída pela rentabilidade comercial, já não se pensa se uma atividade é útil, mas se é rentável. Venustas já não é a busca pela beleza, foi substituída pelas modas estéticas de corte intelectual, que nem sequer levam em conta a beleza como busca.

Como chegamos a isso?

O domínio da Natureza como mentalidade

A burguesia, ao longo de seu domínio de classe, que conta apenas com um século de existência,

criou forças produtivas mais abundantes e mais grandiosas que todas as gerações passadas em conjunto.

A submissão das forças da natureza,

a utilização das máquinas, a aplicação da química, à indústria e à agricultura,

a navegação à vapor, o trem, o telégrafo elétrico, o aproveitamento para o cultivo de continentes inteiros, a abertura de rios para navegação, populações inteiras surgindo por encanto,como se tivessem saído da terra.

Em qual dos séculos passados eu poderia suspeitar que tais forças produtivas

dormitassem no seio do trabalho social?

Manifesto do Partido Comunista – Marx e Engels

É evidente a relação estreita que existe entre o ser humano e a natureza e sempre existiu, entretanto nem sempre se viu esta relação da mesma forma.

Para o pensamento tradicional não há conflito entre a natureza e a cultura. Entretanto no pensamento moderno, cultura e natureza já não são uma unidade, chegando inclusive a serem colocadas como uma relação antagônica.

A natureza passou a ser vista como algo afastado e diferente do humano – assim como na definição da urbs como aquele que é diferente ao rus, entendia-se o humano como sendo diferente do natural – e isto foi provocando primeiro uma distância e logo um antagonismo.

O método científico era entendido como uma capacidade de observar através da inteligência humana, os fenômenos de uma natureza mecânica e dessa observação foram surgindo sistemas de interpretação da natureza.

Após estabelecer estes sistemas que explicam os fenômenos e as forças da natureza, entendeu-se o desenvolvimento da civilização como sendo a capacidade de dirigi-las e submetê-las em benefício do ser humano.

A relação entre o ser humano e a natureza se transformou então em uma luta, na qual, o objetivo era conquistá-la. Em um livro de divulgação científica podemos ver em dois parágrafos, exemplos desta postura:

“O investigador não deve desenhar ou fotografar insensivelmente os fenômenos isolados; deve esforçar-se para dominá-los, submetê-los à sua vontade. O novo investigador não deve ser um artesão em seu laboratório, senão um forjador de novas idéias nascidas na luta com a natureza para a conquista do mundo”.

“Diante dos nossos olhos acontecem grandes conquistas do pensamento químico e inúmeros exemplos nos demonstram como os entusiastas da ciência vencem a natureza”.

Então, a idéia era lutar contra a natureza para vencê-la. Uma simples comparação de magnitudes entre as obras humanas e as da natureza nos demonstram o absurdo desta mentalidade, mas foi este o motor que propiciou a idéia de desenvolvimento durante alguns séculos e que, ainda continua imperando em grande parte da cultura vigente.