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As Pirâmides de Güímar

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Já é bem conhecido o enigma de que existem pirâmides em distintas partes do mundo, distintos continentes e culturas, com características muito parecidas. O que não é tão conhecido é o fato de existirem pirâmides dentro do território espanhol, concretamente na ilha de Tenerife; tão parecidas com algumas das pirâmides escalonadas que encontramos na América, que qualquer um poderia pensar que estas foram transladadas daquelas remotas terras até as Ilhas Canárias.
O parque etnográfico das Pirâmides de Güímar está situado a 26 km da província de Santa Cruz de Tenerife. As primeiras escavações destas pirâmides foram realizadas no ano de 1991, pelo departamento de arqueologia da Universidade de La Laguna, fazendo um estudo das características arqueoastronômicas destas construções, onde se pôde demonstrar que as Pirâmides estão orientadas aos solstícios de verão e inverno, o que demonstra claramente que seus construtores tinham conhecimentos astronômicos.
A partir deste momento, começaram a aparecer muitas perguntas difíceis de responder: pirâmides escalonadas no Egito, México, Peru… Tenerife! Por que algumas construções tão similares se encontram em culturas tão longínquas entre si? Como é possível que todas estas pirâmides tenham uma orientação determinada do ponto de vista astronômico? Houve contato entre o Antigo e Novo Mundo antes de Colombo? As pirâmides são uma evidência dos paralelos culturais, que se encontram em culturas de todo o mundo? Existiu a mítica Atlântida, da qual nos falava Platão e esta serviu como base cultural para todos estes povos?
O antropólogo norueguês Dr. Thor Heyerdahl (1.914 – 2.002), conhecido internacionalmente por suas aventuras transoceânicas em embarcações pré-históricas, feitas com junco ou com simples balsas de troncos, com as quais realizou as expedições Kon Tiki, Ra, R ll, Tigris, Uru e Mata-rangi; que cruzaram mais de 3.000 milhas através dos oceanos. Em 1947 navegou com a Kon Tiki, do Peru à Polinésia, cobrindo 8.000 km em 101 dias. Em 1969 e 1970 navegou do Marrocos, com a Ra II, alcançando a Ilha de Barbados, depois de 57 dias de navegação. Heyerdahl demonstrou com suas experiências que, tanto o oceano Atlântico como o Pacífico, poderiam ter sido atravessados com as mais antigas formas de embarcações conhecidas.
A similitude das construções destas pirâmides com as da Sicilia, México, Mesopotâmia, Polinésia e Peru animou o investigador norueguês a se deslocar até Tenerife para estudar essas pirâmides.
Existem várias teorias sobre a origem e a antigüidade das pirâmides, mas os estudiosos não concordam entre si, embora pareça que as investigações assinalem às civilizações pré-hispânicas do Tenerife.
Dentro do parque etnográfico, encontramos um museu que oferece ao visitante reproduções de vestígios culturais do Velho e do Novo Mundo, deixando abertas numerosas perguntas sobre os possíveis contatos culturais entre ambas as bordas do Atlântico. Podemos ver representações de homens Barbados, quando se sabe que os habitantes americanos careciam de barba; teorias sobre como as correntes marítimas poderiam ter levado embarcações de um a outro continente, etc. Também conta com um auditório, no qual projetam-se documentários sobre expedições do Heyerdahl e alguns dos mistérios do estudo destas culturas.