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DO FUNDO DA HISTÓRIA – HERMES DE OLÍMPIA

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Meu pequeno Dionísio, meu alegre menino divino, sinto não poder continuar a te dar o cacho de uvas que o nosso criador Praxiteles colocou em minha mão; da mesma forma sinto que tu tampouco podes fazê-lo com tua mãozinha. O tempo, ou os bárbaros, ou as pedras caídas de uma construção, nos arrancaram os braços. Não tenho uvas para oferecer-te…
Todos os que me contemplam ficam extasiados com minha beleza. Dizem que sou uma obra mestra do nosso criador: a delicada doçura do meu rosto, as formas perfeitas do meu corpo. E, presos a isto, não vão mais além. Contudo sou muito mais.
Sou um deus. Sou o mensageiro entre eles, o segredo, o silêncio. A sabedoria oculta, o captador das ciências. O que sabe, mas deves aproximar-se humildemente, com o desejo de aprender, e então, se souberes perguntar, encontrareis as respostas.
Os meus seguidores são chamados de herméticos. Os que calam. Os que guardam o segredo do conhecimento. Os que sabem fechar as portas que nem todos podem atravessar.
A eles, ofereço as chaves. As chaves. Como a ti, pequeno Dionísio, deus da alegria, te ofereço o fruto da videira. Como o início de um brinde pela vida. Hermes e Dionísio sempre se deram bem. A sabedoria e a alegria. A felicidade de conhecer e a felicidade de existir. A alegria de buscar o conhecimento e de desfrutá-lo. Buscar as raízes do saber e do viver.
Apóias uma mãozinha em meu ombro, e esticas a outra na direção do cacho de uva: sinto que o perdi em algum ponto do tempo passado. Mas não te preocupes; permaneceremos juntos muito, muito tempo, e te ensinarei a buscar a sabedoria, e tu me ensinarás a rir.
Hermes e Dionísio. Não existe melhor simbiose.