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Investigação Científica – Robomimética

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Quantos de nossos leitores nunca terão ouvido falar desse termo? Possivelmente a maioria, já que neste mundo de tecnologia e de comunicações, os assuntos do tipo científico apenas merecem alguma atenção. São outros os conteúdos que aparecem nos jornais, na Televisão, na Internet. A formação humana e cultural ou a investigação científica merecem apenas um pequeníssimo espaço entre coisas curiosas ou estranhas. Não podemos deixar de nos admirar que ainda existam filósofos e investigadores que dedicam seus esforços em prol de uma compreensão mais ampla e mais profunda do homem, da natureza e do universo.

E dentro dessa admiração, em que deve ser caracterizado o homem-filósofo, desta vez nos chamou a atenção a “robomimética”, isto é, a ciência dedicada a imitar o funcionamento de organismos vivos por meio de engenhos mecânicos ou eletrônicos. Já comentamos em alguma ocasião que a robótica é uma parte do amplíssimo campo da chamada Inteligência Artificial, pois trata de imitar seres biológicos nos quais a evolução de milhões de anos gerou modelos que não devemos menosprezar. Imitar o ser humano em sua forma de aprendizagem ou em sua forma de pensamento é o mais habitual, porém em alguns casos também se constroem robôs que imitam seres vivos especializados em tarefas concretas. Neste texto mencionaremos alguns desses robôs.

Robolagosta. Desenhado por Ayers Cooks, professor da Northeastern University em Boston (EUA), para localizar minas no fundo do mar. Também a Agência de Investigação Naval está cogitando em dar outros usos militares a essas lagostas marinhas biônicas. Porém, no momento, estão sendo utilizadas para recolher dados científicos acerca do mar e sua contaminação. http://www.neurotechnology.neu.edu/ayers.html

Serpente Modular. Howie Choset, professor da Universidade Carnegie Mellon em Pittsburg (EUA), criou um artefato que imita o movimento das serpentes, com a possibilidade de movimento sinusoidal, de rolamento, de escalada e, inclusive, com capacidade de nadar. Seus usos também são múltiplos, desde a possibilidade de percorrer grandes tubulações até a busca de vítimas de terremotos ou outros desastres. Apesar de sua aparente configuração semiplana, algumas dessas serpentes são capazes de mover-se tridimensionalmente. http://voronoi.sbp.ri.cmu.edu/~choset/

Robomarmota. William Whittaker, também da Universidade Carnegie Mellon em Pittsburg (EUA), trabalha com robôs dirigidos a distância que podem manobrar dentro das minas no interior da Terra, deslocando-se em superfícies desérticas ou polares, e, inclusive, limpar o lixo nuclear. Seus robôs mais conhecidos são os utilizados pela NASA, para missões em Marte, como o conhecido pelo nome de NOMAD, que recentemente foi posto a prova no deserto de Atacama (Chile), onde permaneceu por 40 dias. Mas, também, trabalhou no projeto Deméter para a construção de uma colheitadeira autopropulsada que opera de maneira autônoma e sem a intervenção humana no campo. http://www.ri.cmu.edu/people/whittaker_william_red.html

Poderíamos continuar mencionando dezenas de projetos similares, porém terminaremos mencionando, no continente europeu, o Centro de Biomimética, em Reading (Reino Unido), que tem projetos tão interessantes como a investigação para fazer por meio de compostos cerâmicos ossos tão duros e ao mesmo tempo tão leves como os das aves ou um gel com movimento próprio imitando o corpo de um verme. http://www.rdg.ac.uk/Biomim/

Esperamos que esta segunda invasão de robôs nos proporcione um mundo mais a salvo de nossa própria depredação.

Juan Carlos del Río