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O que o olho não vê

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Às vezes, deixamos de ver o que acontece no nosso mundo simplesmente porque ultrapassa nossos limites de percepção. Se pudéssemos acelerar a velocidade com que acontecem os fatos (o que podemos fazer, graças às técnicas de filmagem), dar-nos-íamos conta de que num tranqüilo jardim de inverno há contínuas lutas pela sobrevivência entre as aparentemente inativas plantas.

Há um arbusto, o silva-de-são-francisco, por exemplo, que não apenas move suas folhas e suas flores, mas que se desloca de um lugar ao outro. Como? Agita seus brotos de um lado ao outro como se buscasse o melhor caminho, e quando o encontra nada o detém. Os espinhos do caule, orientados em sentido contrário ao do avanço, proporcionam-lhe um encaixe sobre quase qualquer coisa. Pode avançar até sete centímetros e meio por dia. Uma vez que dá raízes, não muito depois de iniciar o avanço, instala-se no novo território conquistado.

Esmeralda Merino