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O zodiaco e sua antiguidade

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A grande pesquisadora Helena Petrovna Blavatsky faz uma referencia ao Velho Testamento, especificamente ao Livro de Jô, capítulos 9, versículo 9 e 38, versículos 31 e 32, onde se lê, respectivamente:
“De Arturo, de Orion, das Plêiades e das recâmaras do Sul” e “Ou poderás tu ajuntar as delícias do Sete-estrelo ou soltar os cordéis do Órion? Ou produzir as constelações a seu tempo, e guiar a Ursa com seus filhos?”.
Segundo ela, essas passagens mostram o conhecimento dos antigos hebreus do Zodíaco.
Vamos entender primeiramente o que é o Zodíaco. Em sua obra “Glossário Teosófico, página 773, afirma Helena Blavatsky:
Da palavra zodion, diminutivo de zoon, animal. Em astronomia é um cinturão imaginário no céu, de 16º ou 18º de largura, através do qual passa o caminho do Sol (a eclíptica). Contém as doze constelações que constituem os doze signos do zodíaco e das quais recebem os seus nomes.
“O Zodíaco astrológico é um circulo imaginário, que passa ao redor da Terra no plano do Equador, sendo Áries 0o e seu primeiro ponto. É dividido em doze parte iguais denominadas “Signos do Zodíaco”, e contendo cada um 30º de espaço e nele é medida a verdadeira ascensão dos corpos celestes. Zodíaco móvel ou natural é uma série de constelações, que formam um cinturão de 47º de largura, situado ao Norte e ao sul do plano da eclíptica. A precessão dos equinócios é causada pelo movimento do Sol através do espaço, o que faz com que as constelações pareçam mover-se para a frente, contra a ordem dos signos, à razão de 50 e 1/3 segundos por ano. O Zodíaco foi conhecido na Índia e no Egito desde tempos imemoriais e o conhecimento dos sábios destes países, em relação à influencia das estrelas e dos corpos celestes sobre a Terra, foi muito grande”.
Agora, vamos conhecer um pouco das estrelas citadas.
Arcturus é a estrela mais brilhante no hemisfério Norte. Embora emita 180 vezes mais energia do que o Sol, ela parece somente 110 vezes mais brilhante, pois grande parte da luz que emana é infravermelha e invisível ao olho humano.
Arcturus está a 37 anos-luz de distância de nós e poderia ser uma estrela binária, mas sua companheira é vinte vezes menos brilhante e muito difícil de ser vista.
Arcturus possui o mesmo nome do antigo grego Arktouros, que significa “guardião do urso”, porque é a estrela mais brilhante próxima às Ursas Maior e Menor.
Quanto a Orion, vejamos:

Uma constelação fácil de enxergar é Órion. Para identificá-la devemos localizar 3 estrelas próximas entre si, de mesmo brilho, e alinhadas. Elas são chamadas Três Marias, e formam o cinturão da constelação de Órion, o caçador. Seus nomes são Mintaka, Alnilan e Alnitaka. A constelação tem a forma de um quadrilátero com as Três Marias no centro. O vértice nordeste do quadrilátero é formado pela estrela avermelhada Betelgeuse, que marca o ombro direito do caçador. O vértice sudoeste do quadrilátero é formado pela estrela azulada Rigel, que marca o pé esquerdo de Órion. Estas são as estrelas mais brilhantes da constelação. Como vemos, no hemisfério Sul Órion aparece de ponta cabeça. Segundo a lenda, Órion estava acompanhado de dois cães de caça, representadas pelas constelações do Cão Maior e do Cão Menor. A estrela mais brilhante do Cão Maior, Sírius, é também a estrela mais brilhante do céu e facilmente identificável a sudeste das Três Marias. Procyon é a estrela mais brilhante do Cão Menor, e aparece a leste das Três Marias. Betelgeuse, Sírius e Procyon formam um grande triângulo. As estrelas de uma constelação só estão aparentemente próximas na esfera celeste, pois na verdade estão a distâncias reais diferentes.

E agora, as plêiades.

O aglomerado estelar aberto das Plêiades é o aglomerado de estrelas mais brilhante em todo o céu. As Plêiades também são conhecidas por vários outros nomes tais como “Sete Irmãs”, como M45 pela classificação do catálogo Messier, e como “Subaru” no Japão. Este aglomerado está localizado na constelação do Touro (Taurus). Seis das estrelas nas Plêiades são visíveis sem o auxílio de telescópios. Aproximadamente 500 estrelas pertencem ao aglomerado estelar aberto das Plêiades e a maioria delas são fracas. Uma nebulosa de reflexão circunda estas estrelas.
curiosidade
Quais são as referências feitas na Bíblia ao aglomerado aberto das Pleiades?
A Bíblia cita vários objetos astronômicos, além do Sol e dos planetas. Algumas constelações, tais como Ursa Major (Ursa Maior) e Orion também surgem ao longo do texto bíblico. O aglomerado aberto das Pleiades, chamado de “Sete-estrelo” na tradução em português, é citado em três momentos. As citações sobre as Pleiades são:
* livro de Jó: 9-9
9-9 …quem fez a Ursa, o Órion, o Sete-estrelo e as recâmaras do sul;
* livro de Jó: 38-31
38-31 Ou poderás tu, atar as cadeias do Sete-estrelo, ou soltar os laços de Órion?
* livro de Amós: 5-8
5-8 …procurai o que faz o Sete-estrelo, e o Órion, e torna a densa treva em manhã e muda o dia em noite; o que chama as águas do mar, e as derrama sobre a terra: o SENHOR é o seu nome.
Bibliografia
Blavatsky, Helena P., Doutrina Secreta vol II, 12a ed. São Paulo, Pensamento, 1997, 395p.

Disponível em:
http://www.discoverybrasil.com/guia_espacio/estrellas/arcturus/index.shtml, acesso em 12/03/08
http://www.tradutorweb.com.br/escola/astronomia/astronomia_constelacoes/, acesso em 12/03/08
http://www.on.br/glossario/alfabeto/a/aglom_aberto_pleiades.html, acesso em 12/03/08
http://www.bibliaonline.com.br/acf/j%C3%B3, acesso em 12/03/08