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Percepção e Vocação

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A percepção está para a ação inteligente assim como a sensação está para a reação, o que significa que a primeira corresponde a uma esfera de intuição e a segunda a uma esfera instintiva.
A percepção precisa de um tempo de elaboração, onde não só intervém a consciência, mas também a imaginação. Esse processo pode ser estimulado na educação, através do desenvolvimento das faculdades conscientes, tais como: atenção, discernimento, memória e imaginação.
Para isso, é importante definir e destacar o conjunto das potencialidades do ser humano através da construção de um círculo de potencialidades, que inclua todos os aspectos da personalidade: físicos, biológicos, emocionais e mentais. Isso não pode ser desenvolvido com treinamentos reflexológicos ou com programação neurológica. A forma de “educcire” tal círculo de potencialidades não pode ser o resultado do treinamento convencional, mas de um método formativo, no qual a compreensão vem antes de qualquer forma de comportamento.
Leonardo da Vinci dizia que a percepção deve ser educada no bom gosto, na curiosidade, na demonstração dos postulados, em aprender a aceitar a ambiguidade da vida e o paradoxo, no cultivo da arte e da ciência, da boa condição física e da conexão com todas as coisas. Nesse método, observamos uma maneira de educar que tem como objetivo criar um equilíbrio, uma sintonia e sincronismo entre as sensações e as percepções.
Platão fundamentava a educação na harmonia entre a música, a ginástica e a ciência, método que não é muito diferente do que da Vinci nos ensina. Assim, podemos relacionar de maneira inteligente os elementos: percepção, sensação, conhecimento e vocação.