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Rir… de nós mesmos

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artigo1-ed37Temos a tendência de esquecer que a vida é uma representação teatral, uma espécie de jogo. Nosso maior problema é que nos identificamos tanto com nosso papel que chegamos a crer que somos ele. Então esse papel nos absorve e anula toda a possibilidade de jogar, de diversão e risos.

– O jogo é a preparação mais adequada para a vida. Mediante o jogo, aprendemos a nos explorar, expressar e nos aprofundar em nós mesmos. É uma forma de aprendizagem. Como as crianças, que pelo jogo aprendem, para saber agir quando adultos.

– Introduzir a diversão em tudo o que se faz impulsiona a imaginação criativa. Se a vida não lhe tem dado tudo o que desejaria, analise o estado de seu entusiasmo. Cada novo dia constitui uma nova vida, um partir do zero e uma oportunidade inexplorada para a criança que mora em nós.

A diversão é a chave, o fluxo é a experiência, e a liberdade é o resultado.

– Se vemos a vida com os olhos de uma criança, com sua clareza e simplicidade de pensamento, com sua confiança e inata capacidade para a alegria e o riso, encontraremos soluções muito práticas para todos os problemas que nos afetam. A sabedoria oriental, e também a física quântica, nos dizem que todas as  formas de vida são maia (ilusão), e por isso, do ponto de vista objetivo, carecem de realidade. Contudo, sofremos por causa de nossa ignorância, pois levamos muito a sério o que realmente carece de importância e de transcendência. Todas as grandes tradições espirituais do mundo oferecem, em sua forma original, uma doutrina de alegria.

– A tradição budista sente-se orgulhosa de conservar a lenda do Buda Sorridente, cuja alegria, riso e inteligência transcendem todos os sofrimentos, penas e ignorâncias terrenas. A sagrada escritura budista, o Dhammapada, ajuda a irradiar alegria. Uma espiritualidade sem as fontes eternas do riso e da diversão esterilizam o coração e obscurecem a alma.

– Os hindus e os yoguis do Oriente seguem um caminho muito particular do yoga: o Bakti Yoga, que em uma tradução aproximada significa “união com Deus por meio do amor e da alegria”.

A arte de viver com alegria não é arbitrária, mas exige uma técnica singular. Trata-se de estar plenamente consciente, plenamente desperto e plenamente vivo. A alegria é uma qualidade, um atributo do coração, uma atitude da mente, uma dimensão da alma. Ninguém pode dar a ninguém sua alegria, mas sim, ensinar como encontrá-la. É como percorrer um caminho, ninguém pode fazê-lo pelo outro, mas somente por si mesmo. Uma vida feliz consiste em capturar, comemorar e aproveitar ao máximo o momento presente. Carpe Diem. Depende de nós dar esse passo na busca de percorrer um caminho de aprofundamento interior. Necessitamos aprender a rir de nós mesmos, o que nos leva primeiro a nos conhecer. Esse conhecimento, essa sabedoria, encontramos na Filosofia. A Filosofia nos mostra as regras do jogo, esse jogo da vida no qual todos estamos imersos.