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Giordano Bruno, um Filósofo Renascentista

Giordano Bruno, um Filósofo Renascentista

Curitiba

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A sede Curitiba da Organização Internacional Nova Acrópole promoveu no dia 17 de fevereiro de 2020, a palestra pública com o tema “Giordano Bruno, um Filósofo Renascentista”. “A proposta foi trazer para o público um pouco do trabalho incansável deste personagem que fez de sua vida um ato heroico em prol da verdade, da ciência, um exemplo de valor e sacrifício, de luta incansável com as armas da virtude, por se opor ao fanatismo, ao dogmatismo e à ignorância de sua época”, diz o professor Oscar Guimarães. Apesar da incompreensão e intolerância que ameaçavam sua vida, fez dela um dos grandes monumentos da verdade, do trabalho e dos valores, próprio dos filósofos de todas as épocas, para que o futuro pudesse beber das águas puras da sabedoria atemporal.

Cidadão do mundo, um viajante, um buscador, suas obras impactaram a mentalidade medieval ainda em forte expressão no período em que viveu. Recebeu diversas honras de reis, intelectuais e foi considerado “o sábio mais extraordinário da Europa”. Por outro lado, foi também constantemente criticado e pressionado a renunciar à sua liberdade e suas ideias, em troca de uma vida tranquila e segura – a qual sempre rejeitou. Constantemente perseguido, Giordano Bruno elegeu a luta e a autenticidade, levando a chamarem-no “herói da liberdade intelectual”. Sua filosofia era imbuída do espírito do Renascimento, que não só estimulava o retorno dos clássicos, mas também uma tomada de consciência histórica de que o homem deveria continuar aquilo que nossos antepassados nos deixaram. Bruno, com grande espírito eclético, toma a filosofia antiga do oriente e do ocidente, os ensinamentos transcendentes, aquelas verdades que sempre serão válidas, mais além dos véus que cobrem as diferentes formas que marcam as circunstâncias das épocas, e propõe uma verdadeira revolução dos valores humanos, para unir todos os homens em um místico abraço.

Deixou um grande legado em suas obras, como um grande farol que ilumina e dá a direção aos navegantes em momentos de escuridão, possibilitando reencontrar o correto sentido para a vida. Em uma de suas obras, Sobre o Infinito, o Universo e os Mundos, encontramos um profundo ensinamento e inspiração para a humanidade atual que também busca encontrar essa direção que iluminou a mente do Sábio. Eis uma citação:

“Somente uma coisa me fascina: aquela em virtude da qual me sinto livre na sujeição, contente no sofrimento, rico na indigência e vivo na morte. Aquela em virtude da qual não invejo os que são servos na liberdade, sofrem no prazer, são pobres nas riquezas e mortos em vida, porque trazem no próprio corpo os grilhões que os prendem, no espírito o inferno que os oprime, na alma o erro que os debilita, na mente o letargo que os mata. Não há, por isso, magnanimidade que os liberte, nem longanimidade que os eleve, nem esplendor que os abrilhante, nem ciência que os avive.”

Em 17 de fevereiro de 2020 completou 420 anos em que Giordano Bruno foi queimado em praça pública, acusado de heresia, após ter passado 8 anos na prisão, sob tortura e ameaças, por ter uma mente brilhante capaz de transpor as negras nuvens da ignorância e colocando-se a serviço da humanidade, da sabedoria, da tradição. Que possamos honrá-lo sempre, fazendo de sua sabedoria uma forma atual de vida.

 

 

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