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Como ter convicções em meio a tantas dúvidas?

Como ter convicções em meio a tantas dúvidas?

São Leopoldo

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Na noite de quarta-feira, 19 de fevereiro, o resgate de conceitos da filosofia platônica – mundo sensível e mundo inteligível – e o convite a desfazer a dualidade, integrando a vida intelectual e a de trabalho no mundo, deu início a uma aula aberta.

O evento, que teve como tema “Como ter convicções em meio a tantas dúvidas?” foi promovido pela sede de São Leopoldo da Organização Internacional Nova Acrópole – Filosofia, Cultura e Voluntariado.

A instrutora Bárbara Klimiuk Sinigaglia falou sobre a necessidade dessa integração (mundo sensível e mundo inteligível) para que o ser humano possa viver plenamente. “Não existe uma coisa ou outra, e sim, uma coisa e outra.”

Bárbara lembrou o ato de questionar – base do princípio socrático – como algo indispensável. E a partir do momento em que a busca por respostas se transformam em ações, surge a convicção. “A convicção não nasce apenas da leitura de um livro, por exemplo, mas do compromisso assumido com a ação, a prática do aprendizado”, completa.

Educação filosófica

A instrutora observou que ter convicções requer uma educação filosófica, uma vez que a filosofia é uma forma de exercitar-se na vida com a capacidade de autorreflexão.

Resgatando ensinamentos da filosofia indiana ela falou sobre os princípios superiores a serem conquistados pelo ser humano na busca de melhorar a si mesmo e ao seu entorno. Trata-se de Manas – mente pura e altruísta ou mundo dos arquétipos (símbolos, modelos que nos inspiram, que orientam nossa mente); Budhi – ligada a intuição, nossa capacidade de amar; e Atma – uma forma de visão integrada da realidade.

“No idealista e filósofo acropolitano, por exemplo, o que estimula o voluntariado é o amor ao ser humano, à dignidade humana, aos valores humanos.”

Aprender a lidar com problemas

Por não reconhecer suas próprias convicções o ser humano corre o risco de viver uma vida com receio de encarar a dor, os novos desafios, contudo há que aprender a lidar com uma sociedade com problemas, encontrar o que nos une e não o que nos separa.

“Podemos ativar nossa capacidade de conversar com o outro, sem impor ideias, criando um ambiente filosófico. É o que propõe Nova Acrópole há 62 anos – ter um ideal que nos norteie, que estimule equilíbrio emocional, sentimentos éticos (respeito pelos demais) e sentimentos estéticos (apreço pela beleza). A partir daí assumimos um compromisso com nossa própria presença no mundo.”

O que podemos fazer juntos?

“Qual o valor do ser humano na sociedade? O que podemos fazer juntos para torná-la melhor?”. Bárbara sugere começar pelo estudo, pela investigação da história, em diferentes áreas. “O que homens e mulheres fizeram em diferentes épocas e civilizações para solucionar problemas? A investigação deve voltar a ser algo que nos ajude a construir uma mente clara e estimule a viver em conformidade com nossas convicções, num ambiente fraterno.”

Um diálogo entre os participantes encerrou as atividades da noite.

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