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Conhecendo a Inteligência Emocional

São Leopoldo

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“O que mais quero nesta vida? Por que quero isto acima de tudo?  O que tenho feito para realizar o que mais quero?”. Estimulando os participantes a responderem estas perguntas, a professora Bárbara Klimiuk Sinigaglia iniciou a aula aberta sobre “Inteligência Emocional, Conhecer para Viver Melhor”.

O evento, promovido pela Organização Internacional Nova Acrópole – Filosofia, Cultura e Voluntariado – na sede de São Leopoldo, teve lugar no dia 14 de fevereiro, reunindo o público participante que, iniciando a atividade com essa prática que envolve nossa estrutura mental, pôde constatar a importância de perguntas bem elaboradas para ativar a mente.

“Precisamos ter intimidade com a nossa mente” – observou a professora – complementando que isto só é possível ao formularmos boas perguntas e, então, com ideias claras, bem estruturadas, podemos tomar decisões. “Todas as descobertas humanas envolvem saber perguntar. Temos a responsabilidade de elaborar perguntas, sob pena de nos tornarmos consumidores passivos, a mercê do consumo sem seleção”.

Citou o filósofo grego Sócrates (470 a.C. – 399 a.C.), que sabendo de sua ignorância, fazia perguntas em praça pública aos sábios da época. Já Platão (427 a.C. – 347 a.C.), seu discípulo, nos mostrou que o caminho para o mundo inteligível (das ideias) é a razão e que sem ela não chegaremos à inteligência.

No entanto, também temos de lidar conscientemente com nossas emoções, incentivando a seleção do que é positivo. “Para acessarmos a inteligência emocional, precisamos selecionar nossas emoções, começando pelo exercício de reconhecer e substituir as nocivas (mágoa, rancor, crítica constante) por outras mais úteis na construção de nossa saúde emocional”.

Educação emocional

O teólogo cristão, da época do Renascimento (século XV), Nicolau de Cusa, nos mostra as limitações da razão, porém com inteligência – capacidade de observar profundamente a nós mesmos e ao nosso entorno – podemos perceber a relação de causa e consequência, de um modo mais fluido e integrado ao todo.

No século XX, Daniel Goleman, dentro de outro processo cultural, também aponta para a importância de fazer perguntas, identificar sentimentos e educar as emoções.

“Temos um cérebro biologicamente preparado para o altruísmo, mas temos que saber lidar com nossas emoções para deixar aflorar o que natureza nos deu”, destaca Bárbara. Dentro deste contexto, lembra da respiração como um importante aliado na educação emocional: “Primeiro respire, depois fale”.

Citou ainda o cientista Haward Gardner, no campo das Inteligências Múltiplas – Intrapessoal (como lido com as pessoas e os problemas), Interpessoal (aprender a conhecer e aceitar o outro), Natural ou Naturalista (ecológica) e Inteligência Existencial ou Espiritual (o que acontece com os demais nos afeta e vice-versa, e que propõe a cooperação, o amor, a irmandade e a união).

A aula aberta oportunizou também o diálogo entre os participantes.

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