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Escolhendo a felicidade

Nova Acrópole / Escolhendo a felicidade
Escolhendo a felicidade

São Leopoldo

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O tema “Índice de Felicidade Humana – Estar bem consigo mesmo – Crescer como ser humano” estimulou um belo diálogo com a comunidade, na noite de 19 de setembro, na sede leopoldense da Organização Internacional Nova Acrópole – Filosofia, Cultura e Voluntariado.

Na oportunidade, a professora Bárbara Klimiuk Sinigaglia observou que o ser humano pode correr o risco de dar exagerada atenção a si mesmo e perder a percepção do outro. No entanto, o convite ao diálogo está presente na tradição filosófica, tanto do Oriente como do Ocidente, oferecendo equilíbrio nas relações, o que se associa como uma perspectiva para a felicidade humana.

E em se falando de felicidade humana, Bárbara lembrou o Butão, país asiático, situado na Cordilheira do Himalaia. Desde 1972, quando Singye Wangchuck, na época com 17 anos, assumiu o reinado, foi estabelecido que a Felicidade Interna Bruta (FIB) é mais importante que o Produto Interno Bruto (PIB). A partir de então, essa ideia vem norteando as decisões do governo.

Por estar em um local de difícil acesso, o país conseguiu preservar suas tradições ligadas aos preceitos budistas. Assim, o FIB considera que o desenvolvimento da sociedade humana surge quando o desenvolvimento espiritual e o material acontecem de forma simultânea, se complementando e reforçando mutuamente.

Esse índice – conforme a professora – abrange saber ter tempo, inclusive, para lidar com as emoções negativas e modificar o comportamento em relação a si mesmo e ao outro. “Há cerca de 20 anos os princípios do FIB foram introduzidos nas escolas de educação infantil. Com uma educação filosófica as crianças tornaram-se responsáveis pelo ambiente escolar.”

Escolhendo a felicidade
ASSUMINDO O “ESTAR NO MUNDO”
O estar bem consigo mesmo está diretamente relacionado a se conhecer e assumir a responsabilidade por seu “estar no mundo”. “Cada um de nós compõe o que chamamos ética histórica”, destacou Bárbara. “Crescendo como ser humano estou impactando na história.”

A felicidade no Butão baseia-se no conceito de que precisamos estar bem para fazer o bem; a partir do nosso autodesenvolvimento estaremos ajudando a que outras pessoas também se desenvolvam. As notícias que nos chegam do país indicam que o nível de consciência coletiva e social nas cidades, e portanto, de felicidade, é patente nas ruas.

“O ser humano é capaz de agir para transformar realidades para melhor. Entretanto, precisa escolher, formar-se e se aplicar na realização de sua escolha”, concluiu Bárbara.

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