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Relações saudáveis, como conquistá-las?

Relações saudáveis, como conquistá-las?

São Leopoldo

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“O que nos mantém saudáveis e felizes durante a vida? Se você fosse investir agora no seu melhor Eu Futuro a que dedicaria seu tempo e energia?” Com estes questionamentos a instrutora Aline Bianchini deu início à aula aberta “Relações saudáveis, como conquistá-las?”, que aconteceu na noite de quarta-feira, 12 de fevereiro.

No evento promovido pela sede de São Leopoldo da Organização Internacional Nova Acrópole – Filosofia, Cultura e Voluntariado – foram apresentados dados relativos a uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, com millenials (geração do milênio ou da internet, nascidos após o início da década de 1980 até 1995) sobre o que seriam os mais importantes objetivos de vida. Cerca de 80% priorizou ser rico. A segunda opção mais cotada foi a de ser famoso. “Constantemente ouvimos dizer que devemos conquistar mais coisas para sermos felizes”, coloca Aline, “no entanto, se pudéssemos observar uma vida inteira se desenvolvendo, buscando saber o que mantém as pessoas felizes e saudáveis, quais seriam os resultados?”

Uma pesquisa que vem sendo desenvolvida há 75 anos – o Estudo de Desenvolvimento Adulto – coordenado pela Universidade de Harvard (EUA), envolvendo inicialmente 724 homens e hoje já com mais de dois mil netos, de diferentes classes sociais, vem apontando que: relações saudáveis tornam as pessoas mais felizes; relações de qualidade importam mais do que questões de saúde; laços consolidados (apesar dos problemas) trazem mais felicidade.

Sabedoria Antiga

Os resultados desta longa pesquisa não trouxeram algo de novo, afinal não somos tão diferentes naquilo que realmente importa. Vários mestres da sabedoria da humanidade já apontavam este caminho. Os filósofos estoicos, por exemplo, falavam sobre o valor das relações. A tradição nos mostra o ponto mais alto que nos une enquanto seres humanos. Dependendo da fase da vida em que estamos, dispensamos mais energia em uma ou outra área. Mas podemos refletir, buscar um eixo, um elemento norteador. “A sabedoria nos alerta para não deixarmos o mais importante para o fim da vida. A questão é: Se sabemos que precisamos e queremos resgatar laços, por que não o fazemos?”

Aline salienta que trata-se de um exercício que demanda tempo, paciência, esforço, amor e compreensão; as relações são complicadas, mas temos que encará-las como algo natural; saber que é para a vida inteira; por que queremos que tudo tenha solução rápida?; gerar laços requer nutrir e manter.

A Filosofia à Maneira Clássica apresenta-se como uma importante ferramenta à medida que muda nosso olhar. O exercício, porém, deve ser constante.

Como aprofundar laços?

Como aprofundar laços em um mundo que não nos propicia isso? Segundo a instrutora, o primeiro passo é querer, é reconhecer os laços que nos unem. Cada ser humano é um universo e o encontro de duas almas é uma oportunidade de dois universos se encontrarem, de gerarem experiências, aprendizado. Sempre com respeito um pelo outro.

Entre outras dicas importantes estão: pensar antes de falar, capacidade de se colocar no lugar do outro (concórdia), interesse humano e saber ouvir (de verdade), percepção do ambiente/contexto, do momento adequado, de falar ou não para também ser justo com o outro… concluindo: viver e deixar viver!

Tags: Diálogos | Palestra