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XIV Semana da Filosofia – Leonardo da Vinci: 500 anos de um legado extraordinário

XIV Semana da Filosofia – Leonardo da Vinci: 500 anos de um legado extraordinário

São Paulo - SP - Jardim Paulista

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Dando continuidade a XIV Semana da Filosofia, nesta quinta feira, 21 de novembro, dia mundial da Filosofia, o professor Gabriel Nocera ministrou uma palestra com o tema “A Beleza e o Simbolismo nas Pinturas de Da Vinci”.

Foi recordado sobre qual é o papel da filosofia na vida humana e algumas características de atitude filosófica frente à vida e a importância de termos esta mesma atitude quando vamos admirar uma obra de arte. “Necessitamos nos relacionar com a obra e compreender o que ela desperta no nosso interior”, lembra Nocera.

Conta que dentro do contexto histórico do gênio – o Renascimento -, fez ressurgir novamente o símbolo da beleza do mundo sensível e manifestado, mas não como um fim em si mesmo, senão como uma representação do divino. Ou seja, é um período que busca recuperar e unir o Céu e a Terra. É o encanto pelo ser humano como um mistério divino.

Esse mesmo mistério está presente nas diversas pinturas de Leonardo da Vinci, que além de terem a genialidade e a quase perfeição na representação total da natureza, guardam símbolos preciosos e geométricos à respeito da espiritualidade. Todas as obras apresentadas, apesar de possuirem abordagens diferentes, trazem consigo a questão numérica e geométrica entre os números três e quatro, e o triângulo no centro das pinturas representando a tríade. Gabriel explica que a tríade e o número três possuem significados divinos em vários escritos da história da humanidade, não sendo exclusivo das obras de Da Vinci.

“A finalidade da pintura não é recriar a aparência das coisas,
mas sim representar a intenção da Alma Humana”.
Leonardo da Vinci

Apesar de Leonardo ter uma abordagem científica em sua obra, provinda de uma observação atenta e complexa da natureza, o que de fato importa é a alma representada e o que estes símbolos despertam em cada um de nós. Para ilustrar isso e promover uma vivência sensitiva na observação das pinturas, Gabriel orientou que o público presente as observasse e deixasse expressar o que sentiam. Na obra de Mona Lisa – um de seus feitos mais famosos -, saíram palavras como dignidade, cumplicidade, serenidade e mistério. Com isso, demonstrou que o que mais importa no tocante à grandes obras de gênios da humanidade, é descobrirmos o que existe representado na pintura que já possuímos em nosso interior e, a partir daí, estabelecermos uma bela relação com a arte.

Finaliza com uma reflexão de Leonardo: “a Beleza adorna a Virtude”, trazendo uma perspectiva platônica de que a Beleza nada mais é do que uma expressão da Verdade, da Bondade e da Justiça.

 

 

 

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