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Deus te livre, poeta… – Amado Nervo

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Deus te livre, poeta… – Amado Nervo

Deus te livre, poeta,
De verter no cálice de teu irmão
A menor gota de amargura.
Deus te livre, poeta,
De interceptar sequer com tua mão
A luz que o sol presenteia a uma criatura.

Deus te livre, poeta,Deus te livre, poeta... - Amado Nervo
De escrever uma estrofe que entristece;
de turvar com teu cenho
E a tua lógica triste
A lógica divina de um sonho;
De obstruir a senda, a vereda
Que percorra a mais humilde planta;
De destruir a pobre folha que roda;
De entorpecer, nem com o mais suave
Dos pesos, o ímpeto de uma ave
Ou de um belo ideal que se levanta.

Tem para todo júbilo, o santo
Sorriso acolhedor que o aprova;
Põe uma nota nova
Em toda voz que canta,
E tira, pelo menos,
Um pequeno espinho a cada prova
Que torture os maus e os bons.

 

Deus te livre, poeta... - Amado Nervo



Nota biográfica

Amado Nervo, pseudônimo de Juan Crisóstomo Ruiz de Nervo, nasceu em 27 de agosto de 1870, em Tepic, no México. Poeta e diplomata, considerado o maior poeta mexicano do final do século XIX e meados do século XX, caracteriza-se por um profundo sentimento religioso e formas simples, pela busca do autoconhecimento, a autocompreensão e a paz interior em um mundo incerto e confuso.



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