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Epopeia de Gilgámesh

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Epopeia de Gilgámesh

Ele que o abismo viu é uma das versões da Epopeia de Gilgámesh, poema produzido no Oriente Próximo há mais de quatro mil anos, o mais antigo registro literário de que se tem notícia. Esta versão, atribuída ao sábio Sin-léqi-unínni (séc XIII a.C.), considerada a mais completa e importante da tradição acádia, deu-se a conhecer por meio de tabuinhas de argila descobertas entre 1872 e 2014.

Epopeia de GilgámeshA história de Gilgámesh trata de temas que afetam a humanidade há tempos imemoriais: o poder, o amor, a separação, o sofrimento. O herói conhece o valor da amizade, é confrontado pela finitude da vida e parte em busca do segredo para a imortalidade. Em sua jornada reflete sobre a condição humana e descobre que a vida do homem, embora limitada, pode manifestar a sua beleza e se justificar por meio daquilo que de belo se vive, assim como a breve vida da libélula se justifica pelo momento em que avista a face do Sol.

O leitor é convidado a realizar essa grande travessia na companhia de Gilgámesh, para ressignificar, assim como o herói, os pesares e encantos da vida. O tempo e a distância não impedem o leitor contemporâneo de encontrar no poema apurada qualidade literária, complexidade filosófica e profundidade psicológica. Podem ser vistos, ainda, outros mitos que aparecerão na tradição literária posterior, como a criação do homem por meio da argila, um dilúvio e a construção de uma arca para salvar humanos e animais. 

 

Sobre o autor:

Pouco se sabe acerca da autoria, pois a relação de Sin-léqi-unínni com a obra equivale à relação de Homero com a Ilíada e a Odisseia. Embora a epopeia remonte a uma tradição ainda mais antiga, Sin-léqi-unínni teria sido o responsável por estabelecer a versão clássica do poema. Esta edição, que integra a Coleção Clássica da Editora Autêntica, conta com a tradução do acádio, introdução e comentários de Jacyntho Lins Brandão, doutor em Letras Clássicas pela Universidade de São Paulo (USP) e professor de Língua e Literatura Grega da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). 

“Ele que o abismo viu, o fundamento da terra, 
Seus caminhos conheceu, ele sábio em tudo,
Gilgámesh que o abismo viu, o fundamento da terra,
Seus caminhos conheceu, ele sábio em tudo,

Explorou de todo os tronos,
De todo o saber, tudo aprendeu,
O que é secreto ele viu, e o coberto descobriu,
Trouxe isto e ensinou, o que antes do dilúvio era.

De distante rota volveu, cansado e apaziguado,
Numa estela se pôs então o seu labor por inteiro.
Fez a muralha de Úruk, o redil,
E o sagrado Eanna, tesouro purificado”.


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