{"id":1754,"date":"2015-07-10T01:37:13","date_gmt":"2015-07-10T01:37:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.revistaesfinge.com.br\/?p=1704"},"modified":"2015-07-10T01:37:13","modified_gmt":"2015-07-10T01:37:13","slug":"o-mundo-visigodo","status":"publish","type":"blog","link":"https:\/\/nova-acropole.org.br\/staging\/blog\/o-mundo-visigodo","title":{"rendered":"O MUNDO VISIGODO"},"content":{"rendered":"<p>Entre romanos e \u00e1rabes, os grandes conhecidos, existe na Espanha um povo, uma civiliza\u00e7\u00e3o praticamente ignorada, fora do \u00e2mbito dos estudiosos da hist\u00f3ria: os visigodos. Salvo dois ou tr\u00eas feitos chave, poucos poderiam falar dessa cultura, sem d\u00favida fundamental.<br \/>\nPodemos destacar a origem do povo godo em Sc\u00e2ndia, a atual Gotaland na Su\u00e9cia. Depois, \u00e9 localizado em Elblag, na Pol\u00f4nia, e logo no vale m\u00e9dio de V\u00edstula. Dali se ramificam por toda a Europa. A partir do s\u00e9culo IV, ficam divididos fundamentalmente em visigodos e ostrogodos, ocidentais e orientais. Constantino lhes concede o status de federados. Seu sucessor, Valente, trata-os pior, motivo pelo qual \u00e9 assassinado, e suas tropas, derrotadas em Adrian\u00f3polis; Teod\u00f3sio, depois disso, renova-lhes o status. No ano 410, em uni\u00e3o com os escravos b\u00e1rbaros, que viviam em Roma, saqueiam-na e p\u00f5em fim \u00e0 sua hegemonia. Um ano antes estavam estabelecidos em Gallaecia de Hisp\u00e2nia, e anteriormente nunca faltaram as tentativas de estabelecer alian\u00e7as, inclusive matrimoniais, como no caso de Ataulfo com Gala Plac\u00eddia, filha de Teod\u00f3sio e irm\u00e3 de Hon\u00f3rio, na ocasi\u00e3o sua ref\u00e9m.<br \/>\nConvertidos os francos ao catolicismo em 496, as lutas contra os visigodos arianos s\u00e3o cont\u00ednuas. Em batalha perto de Poitiers, os visigodos s\u00e3o derrotados e morre Alarico II, com que se v\u00eaem obrigados a abandonar a Aquit\u00e2nia e fugir para o sul, atrav\u00e9s dos Pirineus, at\u00e9 a Hisp\u00e2nia.<br \/>\nTeudis, eleito rei, deseja criar um reino na Pen\u00ednsula, e faz a capital em Barcino; ap\u00f3s sua morte, seu sucessor \u00c1tila a transporta a Hispalis, Sevilha, n\u00e3o sem cont\u00ednuas rebeli\u00f5es dos hispano-romanos. E depois e definitivamente, a Toletum.<br \/>\n\u00c9 preciso omitir o longo desfile de reis, subidas ao trono, destitui\u00e7\u00f5es e mortes; a cr\u00f4nica de Fredeg\u00e1rio nos fala de Morbus Gothorum, a doen\u00e7a dos godos: uma esp\u00e9cie de monomania, de poder que esse povo tem de ir abrindo espa\u00e7o at\u00e9 o trono, matando o que houvesse no caminho; filhos, pais, irm\u00e3os e primos ca\u00edam como galhos derrubados. S\u00f3 grandes reis souberam perdurar. Os sucessivos conc\u00edlios trataram de estabelecer uma firme hierarquia heredit\u00e1ria, mas as intrigas dos nobres n\u00e3o deixaram isso ser poss\u00edvel; e com isso chega a possibilidade de uma invas\u00e3o mu\u00e7ulmana da pen\u00ednsula. O pen\u00faltimo rei godo, Witiza, nomeia sucessor seu filho \u00c1quila, mas uma grande parte da nobreza proclama um dos seus, Rodrigo. Os partid\u00e1rios do herdeiro chamam para ajud\u00e1-los os bereberes africanos, enquanto Rodrigo est\u00e1 ao norte da Espanha. H\u00e1 uma pequena resist\u00eancia: em 711, no rio Guadalete, o mundo visigodo termina.<br \/>\nFortemente romanizada, a legisla\u00e7\u00e3o visigoda foi uma conserva\u00e7\u00e3o da romana, constitu\u00edda de dez sistemas legislativos magistrais:<br \/>\nO C\u00f3digo Teodosiano, legisla\u00e7\u00e3o romana tardia, unificando todas as leis existentes; as Novellae, adicionadas \u00e0s anteriores; o Codex Eurici, que passa do direito ordin\u00e1rio alem\u00e3o \u00e0 lei escrita; o Breviarum Alarici, que percorre e amplia o Codex Theodosianus, a Lex Theudi Regis, leis processuais; a Lex Visigothorum, obra definitiva da legisla\u00e7\u00e3o visigoda. O resto s\u00e3o atas conciliares, f\u00f3rmulas de direito, etc.<br \/>\nA sucess\u00e3o ao trono \u00e9 um problema constante; ainda que geralmente se elegesse dentro de uma \u00fanica linhagem, o novo rei devia ser aceito pela aristocracia goda. Por meio de pactos com os romanos, confirmam sua suprema autoridade entre seu povo. A regula\u00e7\u00e3o da linha sucessora se estabelece no Conc\u00edlio de Toledo, em 633, sacralizando o poder. O Sal\u00e3o Real se integra por uma s\u00e9rie de nobres a servi\u00e7o do rei: maiores palatii, seniori, optimati e primi, com cargos, e os homens da nobreza, s\u00f3 militares. O resto da corte era composta pelos viris ilustres, os comit\u00eas e o dux. Os comit\u00eas, transformados na Idade M\u00e9dia em condes, t\u00eam diferentes fun\u00e7\u00f5es: O comes thesauriorum para a tesouraria, o comes patrimonii para a administra\u00e7\u00e3o, o comes spatariorum para a guarda pessoal, etc. O dux provinciae chegou ao m\u00e1ximo mando militar, unido \u00e0 administra\u00e7\u00e3o de sua prov\u00edncia. Muitos nobres romanos ascenderam a esse cargo. Abaixo do dux est\u00e1 o comes civitatis, administrador da justi\u00e7a.<br \/>\nNa estrutura do ex\u00e9rcito tamb\u00e9m se pode ver como o mundo visigodo assimilou o romano. A unidade fundamental era a thiufa, no comando do thiufado. Constitui-se como for\u00e7a defensiva da monarquia, com ex\u00e9rcitos privados que comp\u00f5em o real com suas tropas mercen\u00e1rias.<br \/>\nQuase conjuntamente com o ex\u00e9rcito, a Igreja teve um papel decisivo na Hisp\u00e2nia dos s\u00e9culos VI e VII, sobretudo a partir do III Conc\u00edlio de Toledo, em que Recaredo realiza a unifica\u00e7\u00e3o religiosa. Aos Conc\u00edlios termina por trasladar-se grande parte da atividade legislativa. Como \u00e9 prerrogativa do rei nomear bispos, a conforma\u00e7\u00e3o como assembl\u00e9ia pol\u00edtica se configura cada vez mais. \u00c0 medida que isso cresce, a rela\u00e7\u00e3o com Roma vai se esfriando. A isso se conjuga o enorme poder econ\u00f4mico que tem, ao possuir extensas e ricas terras, propriedades inalien\u00e1veis com status de feudo.<br \/>\nDesde os primeiros momentos houve fatores que marcaram as diferen\u00e7as entre os dois povos que conviviam na Espanha, godos e hispano-romanos, mas logo foram se apagando. O principal foi o religioso: catolicismo contra arianismo. Na chegada dos b\u00e1rbaros, a religi\u00e3o oficial na Espanha era a cat\u00f3lica, com influ\u00eancias pag\u00e3s e um certo n\u00famero de judeus. Os povos b\u00e1rbaros, exceto os povos pag\u00e3os, eram arianos, que negam a Tr\u00edade. Nos primeiros momentos houve clara oposi\u00e7\u00e3o entre ambos os grupos. Depois, Leovigildo tentou a unifica\u00e7\u00e3o, coisa que Recaredo conquista.<br \/>\nOutro problema foi a reparti\u00e7\u00e3o de terras: aos godos se outorgaram dois ter\u00e7os, e um ter\u00e7o ficou para os hispano-romanos, segundo o chamado Contrato de Hospitalidade, que n\u00e3o afetou a aristocracia nem as pequenas propriedades.<br \/>\nManteve-se sempre a particularidade do povo basco, ao norte. Sempre foi muito pouco receptivo aos romanos. Desse povo tem-se a conserva\u00e7\u00e3o de sua l\u00edngua e a continuidade das pr\u00e1ticas de sua pr\u00f3pria e ancestral religi\u00e3o. Permaneceu independente ao longo de todo o reino visigodo, exceto Victoriacum, fundada por Leovigildo, talvez a atual Vit\u00f3ria. Os bascos mantiveram lutas freq\u00fcentes, mas em nenhum momento foram subjugados. Ao contr\u00e1rio, suas \u00e1speras montanhas foram ref\u00fagio de rebeldes. Sup\u00f5e-se que formaram os maiores grupos bagaudas e bandidos de estradas, sempre em ataques aos destacamentos visigodos.<br \/>\nA cidade se fecha cada vez mais em si mesma, em um espa\u00e7o intramuros; aos edif\u00edcios administrativos e p\u00fablicos se acrescentam as igrejas e seus anexos, ap\u00f3s a chegada do cristianismo. Aparecem tamb\u00e9m tumbas perto delas, apesar da proibi\u00e7\u00e3o de sepultar em n\u00facleos urbanos, costume que na Idade M\u00e9dia cobrar-se-\u00e1 cada vez mais. Crescem tamb\u00e9m as \u00e1reas martiriais, dedicadas ao culto dos santos m\u00e1rtires.<br \/>\nA principal das cidades \u00e9, naturalmente, a capital, Toletum. Situa-se em um ponto defensivo natural sobre uma colina rochosa que banha o Tajo, e cujas v\u00e1rzeas s\u00e3o excelentes zonas de ca\u00e7as, horticultura e pastoreio. Durante o s\u00e9culo VI, com a presen\u00e7a da Corte, sofre importantes remodela\u00e7\u00f5es, sobretudo quanto \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de centros de culto. Deve ter existido um povoamento romano, com um circo, templos e povoados, mas deles temos poucos testemunhos, sobretudo devido ao povo seguinte, mu\u00e7ulmano, que reestruturou por completo os espa\u00e7os urbanos.<br \/>\nSobre esses espa\u00e7os podemos falar das constru\u00e7\u00f5es arquitet\u00f4nicas. Em primeiro lugar, encontramos os de tradi\u00e7\u00e3o paleocrist\u00e3, que perdurar\u00e1 at\u00e9 o s\u00e9culo VII. Em segundo lugar, a hispanovisigoda, que a partir desse s\u00e9culo aportar\u00e1 uma s\u00e9rie de inova\u00e7\u00f5es: diversos planejamentos e ornamenta\u00e7\u00e3o por esculturas, sobretudo na \u00e1rea de influ\u00eancia das oficinas de Toledo. A escultura parece corresponder aos s\u00e9culos VI e VII, com centros artesanais em B\u00e9tica, Lusit\u00e2nia, M\u00e9rida e Toledo. Mas um coment\u00e1rio sobre isso seria muito amplo, e disto pouparemos o leitor.<br \/>\nSabemos tamb\u00e9m que a medicina estava bastante avan\u00e7ada, conforme podemos ler nas Etimologias do s\u00e1bio S\u00e3o Isidoro de Sevilha, gigante da sabedoria visigoda. Diz que os m\u00e9dicos aprendiam gram\u00e1tica para poder compreender o que se l\u00ea, dial\u00e9tica para poder discutir suas id\u00e9ias, geometria, m\u00fasica e astronomia. Ordena-se que m\u00e9dicos percorram a cidade, ajudem qualquer doente que encontrem e levem-nos aos hospitais (chamados de xenodocium), ponham-nos em leitos e preparem rem\u00e9dios apropriados.<br \/>\nAs escava\u00e7\u00f5es em cemit\u00e9rios proporcionam o dado de que a popula\u00e7\u00e3o sofria de insufici\u00eancias aliment\u00edcias: c\u00e1ries, piorr\u00e9ia, c\u00e1lculo, falta de fl\u00faor, osteoporose e osteopatias em geral, o que indica uma educa\u00e7\u00e3o alimentar muito deficiente. O \u00edndice de mortalidade, sobretudo infantil, era muito alto, e poucos superavam os 50 anos.<br \/>\nOferecemos um percurso sobre uma parte do mundo de nossos ancestrais visigodos, talvez um tanto desconhecidos entre os pr\u00f3prios espanh\u00f3is, esmagados entre romanos e \u00e1rabes, com seus apenas duzentos anos de exist\u00eancia. Mas estiveram a\u00ed, deixaram uma pegada indel\u00e9vel, e dela quis oferecer-lhes t\u00e3o somente um passo em seu caminhar.<\/p>\n<p>Breve cronologia da Espanha visigoda<br \/>\n* 415 Os visigodos penetram na Hisp\u00e2nia; instalac\u00e3o de Ata\u00falfo em Barcino.<br \/>\n* 416 Valia assina com Hon\u00f3rio um tratado foederati pelo qual se compromete a liberar a Hisp\u00e2nia dos germanos, que a haviam invadido em 409.<br \/>\n* Iniciam-se campanhas sistem\u00e1ticas contra v\u00e2ndalos silingos, \u00e1lanos y suevos.<br \/>\n* 418 Valia assina um novo tratado com Roma, pelo qual os visigodos podem se estabelecer como federados em Aquit\u00e2nia, instalando sua capital em Tolosa.<br \/>\n* 466-484 Reinado de Eurico, que de Tolosa afian\u00e7a as conquistas visigodas, incorporando de fato a Tarraconense a seus dom\u00ednios para aproveitar o afundamento definitivo do Imp\u00e9rio do Ocidente.<br \/>\n* 497-507 Press\u00e3o de francos e borgonheses sobre o reino de Tolosa.<br \/>\n* 507 Batalha de Vouill\u00e9, que sup\u00f5e o afundamento do reino tolosano, ap\u00f3s o qual ficam reduzidos os visigodos a seus dom\u00ednios na pen\u00ednsula ib\u00e9rica e no reino de Arles (Septim\u00e2nia, etc.).<br \/>\n* 531 Inicia-se, de fato, o reino visigodo de Espanha, ao trasladar a capital do reino de Arles e Narbona a Barcelona.<br \/>\n* 561 Atanagildo traslada a capital para Toledo.<br \/>\n* Come\u00e7a a ocupac\u00e3o pelos bizantinos do litoral mediterr\u00e2neo y atl\u00e2ntico, desde Alicante at\u00e9 Algarve, junto com as Baleares. Inicia-se o reinado de Leovigildo.<br \/>\nCronologia dos monarcas germanos em Hispania at\u00e9 a unificac\u00e3o de Leovigildo<br \/>\nReino Visigodo<br \/>\nAta\u00falfo = 410-415<br \/>\nSig\u00e9rico = 415<br \/>\nValia = 415-418<br \/>\nTeodoredo =418-451<br \/>\nTurismundo = 451-453<br \/>\nTeodorico I = 453-466<br \/>\nEurico = 466-484<br \/>\nAlarico II = 484-507<br \/>\nGesaleico = 507-510<br \/>\nTeodorico II = 511-526<br \/>\nAmalarico = (511) 526-531<br \/>\nTeudis = 531-548<br \/>\nTeudiselo = 548-549<br \/>\n\u00c1gila = 549-554<br \/>\nAtanagildo = 554-567<br \/>\nLiuva I = 567? \u00f3 568?-m. 572<br \/>\nLeovigildo = 568? \u00f3 569?-586<br \/>\nReino suevo<br \/>\nHermerico = 409-441<br \/>\nRekhila = 441-448<br \/>\nRekhiario = 448-457<br \/>\nMaldras = 457-460<br \/>\nRemismundo = 460-469<br \/>\nKarriarico = Alrededor de 550<br \/>\nTeodomiro = 559-570<br \/>\nMiro = 570-583<br \/>\nEborico = 583-584<br \/>\nAndeca = 584-585<br \/>\nOs grupos raciais na \u00e9poca dos visigodos<br \/>\nAs distin\u00e7\u00f5es raciais da Hisp\u00e2nia visigoda podem resumir-se nos seguintes grupos:<br \/>\n1.Povoa\u00e7\u00e3o hispano-romana. N\u00facleo fundamental, majorit\u00e1rio numericamente e estendido por toda a pen\u00ednsula.<br \/>\n2.N\u00facleo germ\u00e2nico. Minoria n\u00e3o fundida com os nativos, mas mesclada com eles e de fato dividida em dois grupos principais:<br \/>\na) No noroeste peninsular, os suevos (com pequenos n\u00facleos de v\u00e2ndalos e \u00e1lanos).<br \/>\nb) Na maior parte da pen\u00ednsula, os visigodos, disseminados por quase todos os territ\u00f3rios peninsulares (com exce\u00e7\u00e3o, at\u00e9 Leovigildo, da zona anteriormente mencionada e, assim mesmo, de Vasc\u00f4nia e &#8211; parece &#8211; da regi\u00e3o de dif\u00edcil localizac\u00e3o conhecida como Or\u00f3speda).<br \/>\n3. N\u00facleo hebreu. Os grupos judeus constitu\u00edam minorias ativas (com freq\u00fc\u00eancia discriminadas), instaladas fundamentalmente nas cidades.<br \/>\n4. Outros n\u00facleos minorit\u00e1rios orientais e africanos. Em especial, a partir do expansionismo imperialista justiniano (coincidindo, portanto, com o per\u00edodo de instalac\u00e3o pol\u00edtica bizantina em determinadas zonas peninsulares) se instalaram diversos n\u00facleos de s\u00edrios, africanos e s\u00faditos bizantinos no sudeste peninsular.<\/p>\n<p>Notas sobre a demografia da Hisp\u00e2nia na \u00e9poca visigoda<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel efetuar um c\u00e1lculo da povoa\u00e7\u00e3o da pen\u00ednsula ib\u00e9rica durante a \u00e9poca de predom\u00ednio visigodo. De acordo com avalia\u00e7\u00f5es aproximadas, pode-se inferir que em meados do s\u00e9culo V as realidades demogr\u00e1ficas, ao consolidar-se a instalac\u00e3o visigoda, seriam as seguintes:<br \/>\n7.000.000 de hispano-romanos.<br \/>\n200.000 visigodos e assemelhados.<br \/>\n\u00c9 presum\u00edvel que o povo da pen\u00ednsula aumentou ao longo dos tr\u00eas s\u00e9culos de predom\u00ednio visigodo, devido a uma s\u00e9rie de fatores de relativa estabilidade, que podiam ajudar a tal fenomenologia. N\u00e3o obstante, o crescimento dessa popula\u00e7\u00e3o deve ter sido relativamente reduzido.<br \/>\nAo estabelecer-se nas G\u00e1lias, os visigodos eram aproximadamente 100.000, duplicando-se posteriormente (ao longo do s\u00e9culo V) seu n\u00famero, n\u00e3o s\u00f3 pelo aumento l\u00f3gico de seus pr\u00f3prios efetivos, sen\u00e3o pela incorpora\u00e7\u00e3o de outros n\u00facleos de germanos, especialmente ostrogodos.<br \/>\nCarecemos, por outro lado, de cifras exatas relativas aos efetivos da popula\u00e7\u00e3o representada pelos suevos (n\u00facleos de maior persist\u00eancia na pen\u00ednsula) e os restantes invasores germanos. Como refer\u00eancia aproximada a respeito da import\u00e2ncia dos ditos contingentes, tem-se calculado que os v\u00e2ndalos e \u00e1lanos (que emigraram para a \u00c1frica ap\u00f3s uma breve perman\u00eancia na pen\u00ednsula) eram uns 80.000.<\/p>\n<p>&nbsp;    \t<\/p>\n","protected":false},"template":"","categories":[93],"tags":[],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v17.7.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>O MUNDO VISIGODO - Nova Acr\u00f3pole<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/nova-acropole.org.br\/staging\/blog\/o-mundo-visigodo\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"O MUNDO VISIGODO - Nova Acr\u00f3pole\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Entre romanos e \u00e1rabes, os grandes conhecidos, existe na Espanha um povo, uma civiliza\u00e7\u00e3o praticamente ignorada, fora do \u00e2mbito dos estudiosos da hist\u00f3ria: os visigodos. 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