
Semana da Arte: “A busca da Unidade para além das Diferenças”
Na terça-feira, 24 de junho de 2025, a Nova Acrópole Criciúma promoveu a palestra “Por que a beleza importa?”, apresentada por Michele Mariot. O encontro celebra a Semana da Arte, que neste ano teve como lema “A busca da Unidade para além das Diferenças”.
Logo no início, Michele destacou dois pontos fundamentais: a arte como via de acesso à Sabedoria e a arte como caminho para compreender o mundo. Dessa forma, ela abriu espaço para uma reflexão que uniu filosofia, estética e vida prática.

A beleza como tema central da arte
No cotidiano, usamos com frequência as palavras arte e beleza. No entanto, muitas vezes não compreendemos seus significados mais profundos. Michele afirmou que a beleza ocupa um lugar central na arte e, por isso, inspirou reflexões de filósofos como Platão, Plotino e Roger Scruton.
Além disso, ela provocou o público com a pergunta: por que a beleza importa? Convidando todos a refletirem sobre a relevância desse tema na vida humana.
O contraste com a feiura
Para ampliar a compreensão, Michele abordou também o culto à feiura, muito presente na sociedade atual. Nesse contexto, algumas pessoas chamam de “belas” expressões como deformação, vulgaridade, ironia e provocações vazias. Essa distorção gera confusão sobre o verdadeiro sentido da arte e da vida.
Filosofia e contemplação da beleza
Em seguida, Michele recordou o discurso de Diotima, em O Banquete, de Platão. Nesse texto, a filósofa apresenta a contemplação da Beleza em si como a experiência mais elevada da alma humana. O mesmo diálogo traz a conhecida Escada de Diotima, que simboliza a ascensão da contemplação da beleza física até a conquista da beleza pura e atemporal.
Na mesma linha, Plotino explicou que tudo emana do Uno, princípio absoluto e perfeito. Contemplar a beleza, segundo ele, representa um chamado de retorno a essa unidade e um caminho de elevação espiritual.
Um desafio para o cotidiano
Ao encerrar a palestra, Michele ressaltou que a contemplação da beleza constrói uma ponte entre o visível e o invisível, entre o temporal e o eterno. Além disso, esse processo recorda quem somos e quem podemos nos tornar.
Por fim, ela lançou um desafio aos participantes: durante uma semana, reservar cinco minutos diários para contemplar algo belo, registrando em fotos ou anotações e, ao final, refletir sobre como esse exercício transformou o olhar para a vida.
👉 Acompanhe a programação de palestras e atividades da unidade em: Nova Acrópole Criciúma
