A obra “A Primavera” de Botticelli inspira reflexão em Criciúma

Por Santa Catarina - Criciúma

No dia 13 de setembro de 2025, a unidade Nova Acrópole Criciúma recebeu a palestra aberta “Interpretação Esotérica de A Primavera de Botticelli”, conduzida pela professora Jordana Steiner Soziopoulos Zomer Alves. O encontro marcou a transição simbólica do inverno para a primavera e, além disso, trouxe à tona a beleza e a profundidade da arte renascentista.

O contexto histórico da obra

Antes da análise simbólica, Jordana apresentou o Renascimento como pano de fundo, ressaltando o reaparecimento da Academia Platônica. Esse movimento exerceu forte influência filosófica, servindo de referência para os artistas da época. A pintura A Primavera, criada em 1477 por Sandro Botticelli (1445–1510), consiste em um painel de 203 cm por 314 cm em óleo e têmpera. Atualmente, encontra-se exposta na Galleria degli Uffizi, em Florença. Para enriquecer a experiência, a palestra contou ainda com uma reprodução em tamanho real da obra, o que permitiu maior proximidade com os detalhes.

A leitura esotérica da pintura

Segundo a professora, a obra deve ser lida da direita para a esquerda, simbolizando o caminho da alma em sua jornada espiritual.
À direita, o vento Zéfiro persegue a ninfa Clóris, que floresce e se transforma em Floris, representando o renascimento da primavera.
No centro, a deusa Vênus, acompanhada de Cupido, orienta o olhar para a harmonia do amor.
À esquerda, surgem as Três Graças: Beleza, Volúpia e Castidade. Esta última, atingida pela flecha de Cupido, volta-se para Hermes-Mercúrio, que simboliza a busca pela sabedoria.
Assim, a narrativa revela o percurso interior do ser humano: da potência à manifestação e do desejo à sabedoria.

Professora Jordana Obra "A Primavera"

Pintura viva: arte que ganha movimento

Além da palestra, os alunos da Nova Acrópole encenaram “Pintura Viva: A Primavera de Botticelli”. Nessa apresentação, os personagens da obra surgiram diante de um painel que representava o bosque-jardim. Dessa forma, a experiência permitiu ao público sentir a obra renascentista em movimento e, ao mesmo tempo, perceber a união entre filosofia, arte e cultura.

Apresentação pintura viva "A Primavera" de Botticelli em Criciúma

Beleza que toca a alma

A professora destacou que a arte do Renascimento não se limita ao primor técnico. Pelo contrário, ela dialoga diretamente com a alma humana e, consequentemente, desperta sentimentos de harmonia, inspiração e elevação.
Portanto, com esse encontro cultural, a chegada da primavera foi celebrada não apenas como uma estação do ano, mas também como metáfora de renovação interior.

👉 Acompanhe a programação completa de atividades em: Nova Acrópole Criciúma

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