XVI Semana da Filosofia com oficinas, dinâmicas e reflexões

Por Rio de Janeiro - Botafogo

Aconteceram na Nova Acrópole Botafogo, em comemoração ao Dia Mundial da Filosofia, várias atividades.

No dia 16, terça-feira às 19h, a oficina coordenada por Iasmim Lira, “Fraternidade: como forjar laços e quebrar barreiras”, onde foram confeccionados cartões de Natal para os moradores da Comunidade Mata Machado. Sensibilizados e inspirados, os voluntários criaram belos cartões e lindas mensagens que enriqueceram a noite.

No dia 17, quarta-feira, a dinâmica direcionada por Letícia Hallack, “Empatia: desenvolvendo conexões mais humanas”, durante a qual foram apresentadas aos participantes afirmativas relacionadas a gostos, opiniões, pensamentos de grandes filósofos e temas de maior relevância e mais elevados, que respondiam através de movimentação corporal, possibilitando comprovar visualmente que há um lugar (um ponto) de união, de convergência, de acordo, de concórdia entre os seres humanos quando se trata de temas fundamentais, que apontam para os valores humanos, o sentido da vida, o conhece-te a ti mesmo e a solidariedade.

No dia 18, quinta-feira, Pedro Carvana propôs a reflexão “Sobre os valores pessoais”, inspiradas na palestra on-line “Gentileza como Linguagem do Coração”, evidenciando as virtudes que residem em cada um de nós e as oportunidades que temos de eduzi-las diariamente.

Um Varal de Poesias…

Além disso, foram expostos belos poemas pendurados em um varal como bandeiras a tremular, enquanto o sol dos nossos corações faziam a poesia evaporar e o vento da emoção a espalhava pelo ar. As Musas estavam presentes, guiadas por Erato; só não viu quem não tinha olhos para ver.

Todos os poemas escolhidos falavam, de alguma maneira, de identidade, da busca do autoconhecimento que acorda em nós a divindade adormecida pela nossa ignorância.

Foram muitos os poetas apresentados. Cada um deles deixou um pouco de reflexão, inspiração e beleza no público presente. Como relatado por Maria Aparecida Oliveira, quem coordenou a atividade: “Com Cecília Meireles fizemos nossa ‘Inscrição’ para que Konstantinos Kaváfis nos levasse para ‘Ítaca’. Alberto Caeiro indagou ‘Dizes-me: tu és mais alguma coisa?’ e Amado Nervo respondeu ‘Busca Dentro de Ti’ e mostrou o esculpir da ‘Deidade’. Gerson Miranda arrematou nos mostrando o caminho em ‘O Discípulo’ e iluminou nossas almas com o ‘Senhor das Estrelas’. Lúcia Helena Galvão nos recomendou ‘Prudência’ enquanto Carlos Drummond de Andrade nos lembrava ‘A Palavra’ que não se pode inventar e nos levou ‘Além da Terra, Além do Céu’. Rubem Alves nos alertou que ‘Todo jardim começa com um sonho’ e a Ana Jácomo nos ensinou que ‘Tudo é Mestre’. Tal qual ‘O menino que carregava água na peneira’, que Manoel de Barros nos apresentou, enchemos os vazios com muita poesia e descobrimos O VALOR DA UNIDADE EM MOMENTOS DE CRISE. Partimos então leves, em suaves movimentos, como ‘Passa uma Borboleta’, para nossa caminhada rumo à construção de um MUNDO MELHOR. Nossas almas, como a do poeta Li Po, contemplavam ‘A Dança dos Deuses’.”

Exposição de fotos

“O Visível do Invisível”, tema do 1o Concurso Nacional de Fotografias que despertou o olhar filosófico na captura de momentos, imagens e impressões sensíveis, belas e profundas, foi também exposto para a apreciação do público presente.