Nova Acrópole Jacarepaguá dá início às atividades com palestras

Por Rio de Janeiro - Jacarepaguá

Com a primeira turma do curso Filosofia para Viver agendada para dia 7 de março de 2024, a nova unidade da Organização Internacional Nova Acrópole em Jacarepaguá promoveu algumas palestras neste mês de janeiro. Foram dois encontros marcados por reflexões e projeções sobre como podemos nos aproximar cada vez mais de nossas verdadeiras aspirações, aquelas mais humanas e essenciais, através do caminho filosófico.

Na quinta-feira, dia 18 de janeiro, a professora Tatiana Jorgensen falou sobre a experiência de viver o ano novo com a consciência um pouco mais desperta, com atenção para o que nos motiva a agir e para onde caminharemos. Foram levantadas perguntas como: “de todas as sementes que trouxemos até aqui, quais continuo a regar? Quais devo descartar? E as que já deram fruto, como mantê-las vivas e renovadas?”

“O ano novo será de fato novo e melhor na medida em cada um de nós estejamos atentos às oportunidades que Kairós (divindade grega que representa o tempo da oportunidade) nos traz como forma de crescimento e expansão da Vida Interior – para as coisas do Ser, o que se reflete naturalmente na vida concreta, trazendo mais sentido às nossas ações e tornando a vida mais bela”, afirma Tatiana.

Na semana seguinte, na quinta-feira, dia 25, a professora tratou do tema “Convivência e relações humanas”. Através de ensinamentos de Sêneca em sua obra Relações Humanas e a herança de Hipócrates sobre os 4 temperamentos humanos, o assunto foi conduzido de forma profunda e leve, levando os participantes a refletirem: “apesar de o outro ser difícil, será que eu também não seria de difícil convivência?”

“As coisas são de duas naturezas, as que dependem e as que não dependem de nós”. Como nos ensina Epiteto, neste simples e verdadeiro ensinamento estoico, cabe a cada um cuidar daquilo que de fato podemos transformar, ou seja, a nós mesmos. “E da mesma forma que, quando eu cuido do meu próprio jardim, colaboro para que meu entorno seja mais belo e cheio de vida, se cuidamos de nossa personalidade, observando suas tendências naturais e proporcionando mais equilíbrio através da educação filosófica, nossa convivência também se torna mais bela e minhas relações ainda mais humanas”, completou.

Neste sentido, o autoconhecimento através da ferramenta filosófica dos temperamentos pode ser útil e tornar essa trajetória do “conhece-te a ti mesmo” uma aventura mais leve e, certamente, mais consciente.