
Às 18h45 do dia 25 de agosto, a unidade Tijuca da Nova Acrópole promoveu um Encontro sobre o simbolismo do filme “A Odisseia”, dirigido por Christopher Nolan. O evento foi gratuito e aberto ao público em geral.
Juliana Blaser conduziu o encontro sem se ater apenas à nova filmagem do diretor. Para isso, tomou como base a obra de Homero e algumas palestras realizadas desde o lançamento do filme.
Encontro aborda a trajetória de Ulisses
A obra literária desenvolve o mito do Herói em construção. Em pouco mais de uma hora, o público acompanhou o desvelar dos mistérios por trás do universo cinematográfico e das experiências vividas por cada ser humano, sob uma perspectiva filosófica.
Além disso, a trajetória de Ulisses apresenta desafios dessa evolução, narrados em diversas tradições orientais e ocidentais.
Juliana apontou o desenvolvimento do protagonista. No início, Ulisses manifesta a ira, fazendo jus à etimologia de seu nome. Aos poucos, porém, ele se desconstrói. Desapega-se, despe-se do orgulho e de outras inferioridades e, ao final, chega literalmente nu.
O simbolismo da jornada do Herói
Entrar em contato com a trajetória de Ulisses nos faz lembrar de nós mesmos. Afinal, quem nunca encarou dias sombrios, a solidão ou a sensação de abandono do divino?
As imagens do filme ilustraram essas passagens e, desse modo, ajudaram os presentes a se aproximar do personagem e de seu processo de aprimoramento.
Ainda assim, Ulisses termina só. Retorna à casa, maltrapilho, e esconde-se sob esse disfarce. Porém, as dificuldades e o tempo não lhe tiraram a capacidade única de envergar o arco. Esse elemento traz outro simbolismo: as conquistas não se dispersam facilmente. Pelo contrário, elas formam uma bagagem individual construída conscientemente.
Assim, retornar à casa significa reunir-se ao divino e alcançar a Aretê, a excelência ou melhor versão de si mesmo.
Filosofia para Viver e a construção de si mesmo
Identificar a linguagem simbólica, treinar a atenção e desenvolver a vontade são alguns dos temas abordados no curso Filosofia para Viver.
Nesse sentido, a jornada de Ulisses também pode inspirar uma reflexão sobre o próprio caminho. Reconhecer nossas limitações, superar obstáculos e desenvolver nossas capacidades fazem parte desse processo.
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