XVII Semana da Filosofia: Unidades de São Paulo promovem Seminário com o tema “A Linguagem dos Símbolos”

Por São Paulo - Santos

Nesta XVII Semana da Filosofia, a Nova Acrópole do Brasil promoveu diversas conferências, diálogos e exposições nas sedes de todo o país. Neste ano de 2022, o tema foi “A Linguagem dos Símbolos”. As sedes de São Paulo, São Caetano do Sul, Zona Oeste, Zona Sul, Santana, Santos, Guarulhos e Osasco se uniram para realizar um Seminário com ideias e reflexões sobre a expressão simbólica do ponto de vista da filosofia à maneira clássica.

O Seminário, realizado no Teatro UMC, na Vila Leopoldina, contou com quatro palestras que abordaram o tema dos símbolos sobre diversos ângulos.

A primeira apresentação teve como tema “O Homem como Símbolo do Infinito”, exposição realizada pelo professor Tiago Grandi: “Entre as incertezas da vida e os fatos do cotidiano reside uma dimensão por vezes não explorada: a da imaginação. Uma linguagem própria, esta faculdade tipicamente humana, revela o potencial interior de cada indivíduo e permite a constante geração de novas possibilidades na vida. Através dela, o ser humano surge como um constante fluxo de descobertas e realizações, convertendo-se no símbolo do infinito”.

Na segunda apresentação, o professor José Roberto exibe o tema “O Imaginário Simbólico na Vida Cotidiana”. Tendo como inspiração a obra do filósofo estoico Sêneca Sobre a brevidade da vida, Roberto compartilha reflexões acerca do bom aproveitamento do tempo. Segundo ele, “a tradição filosófica devolve ao ser humano a possibilidade de educar a si mesmo, integrando a razão e a imaginação com o objetivo de ampliar a consciência. Na prática, é fazer bom uso do tempo e aprender a selecionar as experiências de vida. A finalidade? O crescimento e evolução da nossa alma”.

Na terceira explanação, o professor Uibirá Barreto narra sobre “Os Símbolos e o Sentido Heroico da Vida”. Uibirá alude que “o mundo moderno tem trazido desafios cada vez maiores para o ser humano. As demandas do cotidiano, por vezes, nos afastam da busca pelos grandes ideais e do contato com o sagrado, fazendo com que o sentido de aventura e a aspiração por um mundo melhor se tornem uma espécie de ilusão juvenil”. E finda dizendo: “Mas o poder da imaginação e do pensamento simbólico podem trazer um aporte inestimável para que o ser humano retome sua condição heroica e seu natural protagonismo na sociedade. Esse é um tema filosófico importante que pode contribuir no despertar da memória de quem realmente somos e, consequentemente, qual é o nosso verdadeiro papel no mundo”.

E na quarta e última apresentação, a professora Eloísa Moura exibe a palestra de título “O Símbolo como Recurso Filosófico”. “Todos os povos de todos os tempos recorreram ao simbólico, o qual se apresenta desde o metafísico até as atividades cotidianas”, cita Eloísa. Acrescenta que o símbolo é um elemento mediador entre dois níveis de consciência: o profano e o sagrado. Como ponte, reúne esses dois elementos e religa o espírito com a matéria. “É por intermédio do símbolo que o transcendente se une ao temporal. Nos dá acesso a ideias ou conceitos que precisamos conceber, mas que não conseguimos somente através da ligação com a nossa mente racional. Assim, temos a oportunidade de aperfeiçoamento e realização, nos tornando melhores perante nós mesmos e o mundo em que vivemos”, finaliza.