Dia da Arte: “Assim Falou Zaratustra” inspira reflexão sobre a jornada da alma

Por Santa Catarina - São José

O Dia da Arte ganhou uma celebração especial na Nova Acrópole São José (SC) em 26 de junho de 2026. Por isso, a escola promoveu uma experiência que uniu música, filosofia e reflexão. Alunos, familiares e convidados acompanharam a apresentação de trechos do poema sinfônico “Assim Falou Zaratustra”, composto por Richard Strauss em 1896 e inspirado na obra de Friedrich Nietzsche.

Além da execução musical, o encontro convidou o público a refletir sobre a jornada da alma. Assim, cada movimento da obra revelou diferentes momentos da busca humana por sentido, consciência e transcendência.

Música e filosofia em diálogo

A noite começou com a apresentação do Duo para Violino e Viola em Sol Maior, de Mozart, interpretado pelos musicistas Nathalia Oliveira e Neemias Costa. Em seguida, a professora Sara Fantin conduziu uma reflexão sobre a jornada da alma inspirada em “Assim Falou Zaratustra”.

Ao longo da atividade, os músicos alternaram a execução da obra com explicações sobre cada movimento da composição. Enquanto ouviam a música, os participantes registraram as percepções e os sentimentos despertados por cada etapa da experiência.

Segundo Nathalia Oliveira, o poema sinfônico transforma a música instrumental em uma linguagem narrativa e filosófica. Dessa maneira, a composição deixa de representar apenas formas sonoras e passa a expressar emoções, conflitos e grandes questões da existência.

A jornada humana traduzida em música

Richard Strauss dividiu a obra em nove partes. Cada uma representa um momento da jornada humana diante do mistério da vida. Assim, o compositor traduz em sons o nascimento da consciência, os desafios do espírito, o desejo de transcendência e a busca permanente por significado.

Além disso, Nathalia destacou a riqueza simbólica da composição e a importância de compartilhar essa experiência com o público.

“É um público que presta muita atenção, então acontece uma troca muito bacana. Esta peça é genial, pois cada detalhe que o compositor colocou tem um motivo muito específico. Conseguimos ampliar a percepção auditiva dos presentes para que ouvissem a obra com mais clareza. Nós, músicos, vemos a música como algo profundamente filosófico, capaz de enriquecer a alma. Compartilhar essa visão foi muito especial.”

Arte como caminho de autoconhecimento

Após a apresentação, os participantes compartilharam um coquetel preparado pela escola. Durante a confraternização, continuaram o diálogo sobre as percepções, os sentimentos e as reflexões despertados pela obra de Strauss.

Ao mesmo tempo, o encontro reforçou uma das propostas da Nova Acrópole: compreender a arte como uma linguagem universal capaz de desenvolver valores humanos, ampliar a consciência e favorecer o autoconhecimento.

Desde 2024, a Organização Internacional Nova Acrópole participa das celebrações do Dia da Arte em sintonia com a iniciativa da UNESCO. Dessa forma, contribui para destacar o papel da expressão artística na formação integral do ser humano e na construção de uma cultura de paz.

Por fim, a atividade demonstrou que a música clássica ultrapassa o entretenimento. Ela também inspira reflexão, desperta a sensibilidade e fortalece a busca por uma vida mais consciente e significativa.

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