
A Grécia Antiga continua presente em nossa vida. Foi esse o tema da palestra “A Grécia não Morreu, nós é que Esquecemos”, promovida pela Unidade São Leopoldo da Escola de Filosofia Nova Acrópole. O encontro aconteceu no dia 19 de agosto de 2026 e foi ministrado pela professora Paula Ibarra.

A proposta da palestra foi olhar para a Grécia Antiga como uma chave para compreender a vida. Para isso, a professora de filosofia Paula Ibarra, também psicóloga e especialista em mitologia e astrologia, apresentou ideias que atravessam séculos.
Segundo ela, carregamos mais da Grécia Antiga dentro de nós do que imaginamos. Afinal, muitas perguntas atuais já eram feitas há mais de 2 mil anos.
Quem somos? O que buscamos quando falamos em beleza, sentido, destino e sabedoria? O que nos governa: a razão, o desejo ou o destino?
Assim, a palestra mostrou que a Grécia Antiga não ficou apenas no passado. Pelo contrário, ela continua presente nas ideias, nas palavras e nos questionamentos que surgem em nossa vida.

Uma das civilizações mais influentes da história
Durante a palestra, Paula Ibarra apresentou um panorama da Grécia Antiga. A exposição abordou os habitantes da região e de suas diversas colônias ao redor do Mediterrâneo. O período estudado se estendeu, aproximadamente, de 3000 a.C. a 146 a.C.
Ao longo dessa linha do tempo, destacou diferentes povos, períodos e acontecimentos. Dessa forma, foi possível compreender melhor a formação de uma das civilizações mais influentes da história humana.
Entre seus principais atributos, destacou-se a busca pela razão e pelo conhecimento. A filosofia, a ciência e a matemática tiveram papel importante nesse processo.
Além disso, os gregos valorizaram a liberdade, a cidadania e a participação política. Esses elementos ajudaram a formar conceitos que continuam presentes na sociedade contemporânea.
A civilização grega também deixou um grande legado na arte, na arquitetura, na filosofia, no esporte e na democracia. Por isso, sua influência ultrapassou os limites de seu próprio tempo.
“Herdamos mais do que história. Herdamos as raízes do que somos”, enfatizou a professora.


A língua grega e o pensamento ocidental
A língua grega também recebeu destaque durante o encontro. Mais do que um meio de comunicação, ela se tornou uma linguagem ligada ao pensamento, à filosofia, à ciência e à busca de sentido.
Além disso, o grego influenciou outras línguas. Entre elas estão o latim, o português, o italiano, o francês e o inglês científico.
Os grandes textos da Antiguidade também revelam essa importância. A Ilíada, a Odisseia, os diálogos de Platão, as obras de Aristóteles, as tragédias gregas e o Novo Testamento foram escritos em grego ou possuem forte relação com a língua e a cultura gregas.
Por essa razão, estudar a língua grega também significa entrar em contato com importantes raízes do pensamento ocidental.
A filosofia como forma de viver
A palestra também abordou a relação entre filosofia e modo de vida. Na Grécia Antiga, a filosofia não se limitava ao estudo de conceitos. Pelo contrário, ela podia ser compreendida como uma forma de viver. Nesse sentido, a filosofia ajudava o ser humano a compreender o cosmos, conhecer a si mesmo e transformar a própria alma.
Além disso, a mitologia e a cultura religiosa tiveram papel importante na formação do pensamento grego. Os diferentes períodos da filosofia e seus principais filósofos também contribuíram para esse legado.
Assim, a reflexão sobre a Grécia Antiga permitiu aproximar história, filosofia, mitologia e experiência humana.
Uma contribuição espiritual e simbólica
A língua e a cultura gregas também apresentam uma dimensão espiritual e simbólica. Nesse contexto, a linguagem podia ser vista como uma ponte entre o ser humano e a verdade.
Ao mesmo tempo, ela podia funcionar como instrumento de educação da alma. Dessa maneira, palavras, mitos, símbolos e ideias ajudavam a expressar questões profundas sobre a existência.
Por isso, o legado grego não se resume a fatos históricos. Ele também envolve uma maneira de perguntar, refletir e buscar significado.
Reflexões que permanecem atuais
Durante e após a palestra, os temas apresentados estimularam muitas reflexões. A mitologia, a cultura religiosa, a filosofia e seus principais pensadores abriram diferentes caminhos para pensar sobre a vida.
Além disso, a própria proposta do encontro convidou o público a olhar para o presente a partir das perguntas dos antigos gregos.
Afinal, muitas das questões humanas continuam atuais. Continuamos perguntando quem somos, o que buscamos e qual é o sentido de nossa existência.
Dessa forma, conhecer a Grécia Antiga pode ajudar a compreender melhor algumas das raízes da nossa própria cultura e do nosso modo de pensar.
A coragem de perguntar
Ao final do encontro, permaneceu uma ideia central: a importância de perguntar e buscar.
Mais do que oferecer respostas prontas, a filosofia nos convida a investigar. Por isso, a Grécia Antiga continua sendo uma fonte de inspiração para quem deseja compreender melhor a si mesmo e o mundo.
Assim, a palestra “A Grécia não Morreu, nós é que Esquecemos” reforçou uma mensagem essencial: a Grécia não pertence apenas ao passado. Seu legado continua vivo nas ideias que estudamos, nas palavras que usamos e, sobretudo, nas perguntas que ainda fazemos.
E, para fechar o encontro com chave de ouro, ficou o grande ensinamento da coragem de perguntar e do desejo de buscar sempre.

