XVII Semana da Filosofia: Palestra, apresentações e oficina abordaram “A Dança e seus Símbolos”

Por Rio Grande do Sul - São Leopoldo

Na noite de sexta-feira, 18 de novembro, o público que se dirigiu à sede de São Leopoldo da Organização Internacional Nova Acrópole pôde vivenciar através de palestra, apresentações de Ballet e uma oficina de Dança Circular, um pouco do que é a dança e seus símbolos.

A atividade fez parte da programação da Semana da Filosofia 2022, evento celebrado anualmente nos 60 países onde a Instituição atua, em alusão ao Dia Mundial da Filosofia, instituído pela UNESCO.

O tema deste ano – “A Linguagem dos Símbolos” – em suas diversas formas de expressão, foi amplamente abordado também no Brasil, durante toda a semana, através de palestras nacionais on-line e atividades presenciais nas mais de 90 sedes.

Promovendo interação

Na palestra de sexta, a instrutora Ângela Virtuoso definiu dança como uma forma de expressão cultural que promove interação, seja de forma individual, com um parceiro ou mesmo com o público. “Quando se dança se abre um estado interno, que buscamos vivenciar e expressar com o corpo.”

Segundo ela, desde a Antiguidade, a dança pode ser vista como uma ferramenta de purificação a que o ser humano tem acesso. Aparece nos rituais de passagem (nascimento, guerras etc.), na agricultura (por exemplo: a dança da chuva), sempre representando um momento sagrado para aquele núcleo. Também pode estar associada a movimentos religiosos, folclóricos e outros. E hoje é recomendada até mesmo para aliviar tensões.

Ângela resgatou as ideias do filósofo grego Platão sobre a educação do ser humano – ginástica para o corpo e música para a alma. Ele defendia a importância do movimento e da música já na infância até os três anos de idade. E, a partir dos 3 anos, que meninos e meninas dançassem, que tivessem contato com o ritmo e a harmonia. A dança também é uma forma de valorizar a beleza e pode ser uma experiência transformadora.

Ballet Clássico

As apresentações do ballet infantil, após a palestra, ao encargo da Escola Brilhart, encantaram o público com seu repertório clássico: Lago dos Cisnes (coreógrafo: Marius Petipa, adaptação Giovana Isotton) pela turma do Pré-Ballet, Pas de deux: Kryzia Kanigna e Eliel Soares; Tudo Pode se Transformar (coreógrafa: Giovana Isotton, bailarina: Manuela Camargo); e Minha Força (coreografia: Giovana Isotton e Anna Paula Lima, bailarina: Rebeca Silveira).

Dança Circular

A Oficina de Dança Circular, que finalizou o encontro, foi coordenada pela instrutora Simone Palmeiro, e estimulou a integração entre os participantes.

Como uma dança de expressão coletiva, cada um pôde colocar o melhor de si para se harmonizar com o conjunto.