
No dia 9 de maio, a Nova Acrópole Savassi, em Belo Horizonte, promoveu a palestra “Como harmonizar o corpo, emoção e mente através do Chi Kung”, ministrada por Cristiano Magson. O encontro trouxe uma reflexão profunda sobre o desenvolvimento integral do ser humano por meio dessa prática milenar.
Chi Kung: mais que um exercício físico
Logo no início, destacou-se que a proposta do Chi Kung vai além de um simples exercício físico. Ele está inserido em um ideal maior da filosofia: fomentar o amor à sabedoria, desenvolver o melhor do ser humano e cultivar valores como fraternidade e consciência. A filosofia, nesse contexto, é apresentada como uma ferramenta prática para viver melhor.
A palestra abordou o Chi Kung como um trabalho energético que considera o ser humano de forma integral — corpo, emoções e mente. De origem difícil de precisar, a prática está profundamente enraizada na mentalidade chinesa e em tradições como o taoismo, o confucionismo e o budismo. Conceitos como o Tao, descrito no Tao Te King, foram apresentados como princípios universais presentes em todas as coisas, reforçando a ideia de unidade entre o físico e o espiritual.

Caminho para restaurar o equilíbrio
Dentro dessa visão, o corpo não é apenas matéria, mas um veículo animado pelo espírito. A harmonia entre esses aspectos é essencial para a saúde, enquanto o desequilíbrio pode levar à doença. O Chi Kung surge, então, como um caminho para restaurar essa integração, por meio de exercícios que envolvem respiração consciente, relaxamento corporal e foco mental.
Cristiano Magson destacou ainda a importância da chamada “mente superior”, que conduz a prática. Essa dimensão da mente, associada à intuição, imaginação e vontade, difere da mente comum, mais voltada à percepção do mundo material. Assim, ao praticar Chi Kung com presença e consciência, o indivíduo não apenas melhora sua saúde física, mas também desenvolve capacidades internas mais profundas.
A palestra também relacionou o Chi Kung às tradições marciais, entendidas não como incentivo ao conflito, mas como preparação para os desafios da vida cotidiana. Nesse sentido, cultivar uma “cultura guerreira” significa agir com disciplina, equilíbrio e consciência.
Por fim, foi ressaltado que o verdadeiro benefício da prática vai além do bem-estar imediato: trata-se de um caminho de autoconhecimento e evolução espiritual. Controlar emoções, direcionar a mente e buscar o equilíbrio interior são passos fundamentais para quem deseja alcançar uma vida mais harmoniosa e significativa.