
A Arte da Convivência abre esta reflexão e orienta toda a palestra do Dia Mundial da Filosofia 2025, proferida pela professora Luzia Helena de Oliveira Echenique, diretora da Escola de Filosofia Nova Acrópole Brasil Área-Sul. Desde o início, a oradora apresenta o tema como um caminho direto para a Unidade humana. Assim, a mensagem torna-se clara, ativa e prática. Além disso, a palestra reforça como a convivência consciente melhora a vida individual e coletiva.

A Filosofia estimula a ação e inspira unidade
A filosofia incentiva o ser humano a agir com propósito. Ela desperta a busca pela verdade e reforça a necessidade de expressar o melhor de si. Por isso, a convivência torna-se um exercício diário. A professora Luzia Helena recorda Epicteto ao afirmar que a filosofia deve ser vivida. Logo, a vida passa a ter direção, como uma flecha lançada com intenção. Dessa forma, a existência ganha sentido.






A natureza social revela desafios reais
O ser humano nasce com um impulso natural de união. No entanto, enfrenta limites que dificultam a convivência. Medo, vaidade, egoísmo e indiferença criam barreiras. Ainda assim, conviver é essencial para o autoconhecimento. “Quando o indivíduo supera o egocentrismo e o egoísmo, desenvolve relações mais humanas”, afirma Luzia Helena. Dessa forma, aprende a viver e a deixar viver. Amizade, amor e justiça crescem como sementes que ampliam a consciência.

Virtus, Pietas e Fides: três forças que sustentam a convivência
A professora recorda o mito de Eneias, que simboliza as bases da convivência. E apresenta três forças essenciais:
- Virtus: disciplina, força interior e capacidade de conduzir a própria vida.
- Pietas: dever, respeito e compromisso com o justo.
- Fides: fidelidade ao futuro e continuidade do propósito humano.
Essas são forças que exigem esforço e humildade. Contudo, tornam a convivência sólida e inspiradora.

A Arte da Convivência: o ideal de Unidade
Também fala de três princípios para transformar a sociedade:
- Fraternidade, que promove respeito e união;
- Amor à Sabedoria, que incentiva o conhecimento comparado;
- Realização Humana, que motiva cada pessoa a desenvolver o seu melhor.
Esses pilares reforçam a necessidade de um ideal de Humanidade. Portanto, tornam-se fundamentais para uma convivência mais justa.
O fogo de Héstia e a força do centro humano
A palestra encerra com o mito de Héstia. O seu fogo sagrado representa o centro vivo da convivência. Esse fogo mantém a casa e a cidade em harmonia. Além disso, inspira a Concórdia, que vibra de coração a coração. Assim, a convivência transforma-se numa experiência capaz de justificar o ser humano e a humanidade como um todo.
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