Nova Acrópole Taubaté em nova sede: 2026 começa com minicurso sobre “A Arte da Convivência”

Por São Paulo - Taubaté

Escola de filosofia estreia nova sede e promove formação sobre como construir relações mais humanas e significativas

A Nova Acrópole Taubaté começou 2026 celebrando duas conquistas importantes: a consolidação de sua nova sede, na Rua Peru, 160, bairro Jardim das Nações – para onde a escola se mudou após anos no centro da cidade –, e a realização de um minicurso especial de três dias sobre “A Arte da Convivência”, ministrado pelo professor Poscídio Cavalcanti. Os participantes desfrutaram de três encontros para refletir sobre um dos temas mais atuais e universais: como viver melhor – consigo mesmo e com os outros.

Por que a convivência é tema central para começar o ano?

Num mundo cada vez mais conectado digitalmente, mas frequentemente distante nas relações humanas, aprender a conviver é uma das habilidades mais valiosas que alguém pode desenvolver. Essa foi a premissa do minicurso realizado nos dias 20, 21 e 23 de janeiro de 2026.

A palavra “convivência” vem do latim e significa, literalmente, viver junto. Portanto o professor Poscídio Cavalcanti lançou um desafio logo no início: “Antes de tudo, é necessário aprender a viver. Conviver começa com a qualidade da relação que temos conosco mesmos.”

Para ele, muitos conflitos nas relações surgem porque projetamos nos outros desarmonias que ainda não reconhecemos em nós mesmos. Por isso, o minicurso começou “de dentro para fora”: primeiro o olhar para si, depois o olhar para o outro.

O que os participantes aprenderam nos três dias de minicurso?

Ao longo de três encontros, o minicurso combinou reflexões filosóficas com exercícios práticos que os participantes puderam aplicar imediatamente no dia a dia.

Prof. Poscídio Cavalcanti durante aula ou com alunos.

Aula 1 – A convivência começa dentro de nós (20/01)

O primeiro encontro convidou os participantes a olharem para dentro. Além disso, o professor apresentou uma reflexão fundamental: a convivência começa quando nos perguntamos com que parte de nós mesmos estamos nos relacionando com o mundo. Estamos ouvindo nossos medos, nossos hábitos automáticos – ou algo mais profundo, como nossos valores e sonhos?

A aula trouxe a ideia de que “conviver é a arte de viver e deixar viver” – o que exige coragem, porque inevitavelmente encontramos diferenças. E, segundo o professor, “nenhum de nós é dono da verdade total”, o que pede humildade e respeito genuínos.

Exercícios propostos levaram os alunos a refletir: Como é a minha convivência comigo mesmo? Eu costumo doar mais ou querer receber mais? Eu me relaciono com as pessoas como elas são ou como eu gostaria que fossem?

Aula 2 – Compreender para aceitar (21/01)

O segundo encontro aprofundou o tema da compreensão como base para os relacionamentos. “Considerando que todos somos diferentes”, explicou o professor, “o que é básico para nos relacionarmos com os outros é compreensão. E com a compreensão vem a aceitação.”

Mas essa aceitação não é passividade. Trata-se de reconhecer em que momento cada pessoa está em sua própria jornada, sem cobrar do outro aquilo que ele ainda não é capaz de oferecer – e sem deixar de ser firme com o que é justo.

Uma reflexão inspirada em Sêneca marcou a aula: “Qual é o seu bem mais precioso?”. Se o tempo de vida é o nosso bem mais valioso, como estamos investindo esse tempo? Com quem convivemos? Que tipo de conversas alimentamos? Dedicamos energia ao que realmente importa?

Os participantes também praticaram a arte da conversa consciente: ouvir de verdade, sem julgamento, sem preparar mentalmente uma resposta enquanto o outro fala. E, ao responder, oferecer o melhor de si.

Aula 3 – Presença, humildade e observação (23/01)

O terceiro encontro trouxe um convite simples e poderoso: dizer “bom dia” ou “boa tarde” com real intenção de que seja bom, olhando nos olhos. Uma prática pequena que, quando feita com consciência, transforma a qualidade das relações.

O professor destacou que um dos maiores obstáculos à convivência é o automatismo – quando agimos mecanicamente, sem presença real. E resgatou um ensinamento atribuído a Sócrates para ilustrar que todos carregamos impulsos que precisam ser educados, e que o processo de formação humana passa justamente por reconhecer e trabalhar essas tendências.

A aula encerrou com uma reflexão sobre humildade na convivência: a disposição de considerar que talvez exista um ângulo que não enxergamos, uma perspectiva que ainda não levamos em conta. Essa abertura para continuar aprendendo com o outro, segundo o professor, é o que permite que a convivência evolua – e que nós evoluamos junto com ela.

O que os participantes levaram consigo?

Os três dias de minicurso deixaram reflexões que os participantes descreveram como práticas e aplicáveis no dia a dia.

Para Amanda Jacomini, aluna da Nova Acrópole Taubaté, o minicurso trouxe clareza sobre pontos que ela pode melhorar nas próprias relações: “Me vieram muitos insights de como posso me melhorar e aplicar na minha convivência com as pessoas à minha volta. Parecem coisas simples de fazer, mas exigem enfrentar travas internas, como o egoísmo e vícios que a gente precisa trabalhar.”

Leandro Bravo, também aluno da escola, destacou o valor da convivência como espelho: “Quanto mais a gente convive com o outro, mais descobrimos coisas sobre nós mesmos. A convivência é uma oportunidade de ver os nossos desafios e o que a gente precisa corrigir. A arte da convivência é esse olhar para dentro: viver com o outro e depois trazer para si para refletir.”

O que representa a nova sede da Nova Acrópole em Taubaté?

A mudança da sede, que antes ficava no centro da cidade para o Jardim das Nações, marca um novo capítulo para a escola de filosofia em Taubaté. O novo espaço foi inaugurado oficialmente em 15 de outubro de 2025, com a abertura de uma nova turma do curso Filosofia para Viver.

A mudança mobilizou diversos voluntários, que participaram de todas as etapas – desde a preparação do espaço anterior até a instalação completa na nova sede.

O novo endereço foi pensado para acolher melhor alunos e visitantes, oferecendo um ambiente propício ao estudo, à reflexão e à prática dos valores que a instituição promove.

O que é a Nova Acrópole e o que ela oferece?

A Nova Acrópole é uma escola de filosofia que promove cultura e pratica voluntariado, além disso, está presente em mais de 50 países e com mais de 130 sedes no Brasil. Sua proposta é oferecer uma formação humana integral, baseada em três pilares: Fraternidade, Conhecimento e Desenvolvimento.

A escola propõe que a filosofia seja vivida, não apenas estudada. Por isso, além das aulas, os alunos participam de atividades culturais, projetos de voluntariado e práticas que desenvolvem habilidades como concentração, autoconhecimento e trabalho em equipe.

A instituição é mantida integralmente por voluntários e não tem fins lucrativos.

Como conhecer a Nova Acrópole Taubaté?

A nova sede está de portas abertas para quem deseja conhecer a escola e suas atividades. Assim sendo, acesse https://nova-acropole.org.br/unidades/taubate/ e acompanhe a programação.

Nova Acrópole Taubaté: voluntários durante mudança ou instalação da nova sede.

A Nova Acrópole Taubaté convida você a conhecer a filosofia como um caminho de transformação pessoal e contribuição para um mundo melhor. Portanto, venha conhecer a nova sede e descubra como a filosofia pode fazer diferença na sua vida e nas suas relações.

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