Nascer do sol no Morro Pão de Loth inspira caminhada filosófica da Nova Acrópole Curitiba

Por Paraná - Curitiba

A Caminhada ao Morro Pão de Loth marcou a madrugada de 1º de fevereiro de 2026. A Nova Acrópole Curitiba promoveu a atividade no município de Quatro Barras, na região metropolitana de Curitiba.

Desde o início, a proposta foi clara: viver uma experiência de contemplação, silêncio e autoconhecimento em plena natureza.

Percurso noturno com presença e atenção

O grupo percorreu 9 quilómetros em cerca de duas horas e meia. Durante a subida, praticou técnicas de respiração consciente e silêncio interior. Além disso, dedicou momentos à contemplação do céu noturno.

Em alguns trechos, os participantes apagaram as lanternas. Assim, orientaram-se apenas pela luz das estrelas e da lua. Dessa forma, ampliaram a atenção e fortaleceram a presença no momento.

O nascer do sol na Serra do Mar

Ao atingir o cume, a cerca de 1.300 metros de altitude, o grupo presenciou o nascer do sol. O ponto oferece uma vista privilegiada da Serra do Mar paranaense.

Do alto, os caminhantes avistaram a Baía de Paranaguá, a Baía de Antonina, o Complexo Marumbi, o Pico Paraná e o Morro Anhangava. A paisagem ampla convidou à reflexão e ao silêncio.

O nome “Pão de Loth” surge da semelhança do morro com um bolo português tradicional. No passado, tropeiros utilizavam o local como ponto de descanso. Ali, encontravam abrigo numa gruta e ofereciam água aos animais de carga.

Chuva, cachoeira e integração com a natureza

Durante a descida, uma chuva revigorante surpreendeu o grupo. No entanto, ninguém desanimou. Pelo contrário, a chuva intensificou a sensação de integração com a natureza.

Logo depois, os participantes tomaram banho na Cachoeira do Capitanduva. Assim, encerraram a atividade de forma leve e energizante.

Morro Pão de Loth: caminhada filosófica da Nova Acrópole Curitiba

Depoimentos de quem viveu a experiência

Joice de Araújo destacou o valor do contacto com a natureza. Segundo ela, esse contacto revela a simplicidade da vida e favorece a harmonia interior. Para Joice, chegar ao topo representa um encontro com Deus, com o próprio interior e com a natureza.

Por sua vez, Décio do Nascimento descreveu a trilha como transformadora. Ele relatou que a experiência simbolizou a travessia do escuro para a luz. Além disso, mencionou a superação do medo, a consciência do preparo físico e a importância de aceitar ajuda durante o percurso.

Conclusão

A Caminhada ao Morro Pão de Loth mostrou que a natureza pode educar e transformar. Quando existe intenção consciente, cada passo torna-se aprendizado.

Assim, os participantes regressaram renovados. Levaram consigo não apenas imagens da paisagem, mas também reflexões profundas sobre unidade, superação e presença.

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