Egito: o atemporal no tempo

Por Rio de Janeiro - Tijuca

Várias reflexões para a vida foram os grandes presentes da expedição “Egito: um lugar de mistério”, onde os participantes de várias sedes da Nova Acrópole Brasil estiveram no mês de janeiro para celebrar os 40 anos da instituição no Brasil. O relato da viagem e suas experiências foram tema da palestra da professora Tarcila Peruzzo, realizada no sábado, 16 de março, na sede Rio de Janeiro (Tijuca).

“Em alguns templos só se entra agachado, o que nos remete à exigência de uma atitude de humildade. Além disso, eles foram construídos de dentro para fora. A sala mais interna é a sala onde o Deus e a ideia que ele inspirava, habitavam. A construção imita o nascer do Sol, como deveria ser conosco, a humanidade”, disse Tarcila.

Outra observação é sobre a importância do Sol, o contraste do céu azul sem nuvens com a verde vegetação por onde o Nilo percorre e o deserto e suas areias: os elementos que compõem a arquitetura sagrada enraizada no Cosmos e a experiência de viver o atemporal no tempo.

Dentre tantos pensamentos, a professora também compartilhou com o público seu aprendizado sobre a Batalha de Kadesh que envolveu os exércitos egípcio e hitita, ocorrida em torno do ano de 1274 a.C.. O faraó Ramsés lutou contra a corrupção instalada em seu reinado e pela manutenção do território do Egito. A batalha deu origem à assinatura do primeiro tratado internacional de paz realizado entre duas nações adversárias. “O que nos separa dos ideais de Ramsés é apenas o tempo”, concluiu ela.

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