Dia da Mãe Terra é celebrado com a palestra “Conselhos da Mãe Terra”

Por São Paulo - Santos

O Dia Internacional da Mãe Terra foi instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 22 de abril de 2009 pelo reconhecimento da necessidade de conscientização da humanidade sobre o desequilíbrio do planeta, que é a nossa casa, estimulando a reflexão e o desenvolvimento de ações para protegê-la. Em comemoração à este dia especial, a Nova Acrópole de Santos promoveu uma palestra no dia 29 sobre os conselhos que podemos ouvir de nossa Mãe Terra.

Na tradição clássica a Terra sempre foi vista como um ser vivo e, mais que isso, como algo sagrado. Nos dias de hoje, nos quais a nossa visão a respeito do planeta se refere apenas aos seus aspectos físicos (porcentagem de água, movimento de translação etc.), se faz necessário retomar a visão clássica para que seja possível aprender com este ser que nos sustenta e nos permite viver.

O palestrante Christiano Gouveia apresentou as Sete Leis Universais da Natureza, como alguns dos conselhos que podemos retirar, lendo no “livro” da Natureza:

  1. Unidade: o nosso planeta constitui uma unidade e precisamos aprender a ser unos internamente: pensamento-sentimento-ação. Precisamos também desenvolver união entre nós.
  2. Iluminação: a ideia de iluminação está ligada à inteligência. A inteligência é indispensável para compreendermos o planeta, sua vida, suas ações e reações. Devemos também aprender a eliminar a escuridão dentro e fora de nós.
  3. Diferenciação: saber reconhecer as diferenças entre nós e conjugar as diversas partes, ao invés de separá-las.
  4. Organização: a Terra possui sua organização própria, como o ciclo das águas, onde os componentes se conjugam harmonicamente, num ritmo determinado, apoiando uns aos outros. Nós nos apoiamos ou nos empurramos?
  5. Causalidade: tudo é regido por uma Lei de causa e efeito. Vivemos hoje os efeitos gerados ao longo das últimas décadas e devemos aprender a gerar os efeitos que desejamos, agindo de forma correta e consciente.
  6. Vitalidade: todas as partes do Universo estão vivas e em evolução constante. A Terra segue seu próprio ciclo evolutivo, conforme o que lhe é próprio, não da forma que nos é prático e útil. Devemos resgatar a ideia de que ela é nossa Mãe e tem sua vida própria.
  7. Periodicidade: a vida se rege por ciclos e revela a capacidade de resistência ao saber recriar após a destruição. Devemos desenvolver essa força também dentro de nós.

A palestra foi finalizada com a seguinte reflexão:
“A Terra é nossa grande Mãe, que, por infinita generosidade, nos dá de si tudo de que necessitamos sem nos pedir nada em troca, a não ser que, enquanto humanidade, sejamos bons filhos.”

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