Temperança (Amado Nervo)

12 de julho de 2015 - 01:54
Por Nova Acrópole

Estou temperado para a morte,
temperado para a eternidade,
e sou sereno porque sou forte;
a força infunde serenidade.

Em que radica minha força? Em uma
indiferente resignação
ante as quedas da sorte
e os embates da aflição.

E no tranquilo convencimento
de que a vida tão só é
vão fantasma que move o vento,
entre um grande ‘antes’ e um grande ‘depois’.