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Categoria: Poemas e Contos

Nova Acrópole / Poemas e Contos
Ode I, 11 – Horácio (Quintus Horatius Flaccus)
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Ode I, 11 – Horácio (Quintus Horatius Flaccus)

Tu não questiones – é crime saber – o fim que para mim, que para ti os deuses reservaram, ó Leucônoe, nem mesmo consultes os números babilônicos. Quão melhor é suportar o que quer que venha! Se Júpiter te concedeu muitos invernos, ou este último, que agora quebra as tirrenas ondas contra as pedras, sejas...

O Amor – Fernando Pessoa
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O Amor – Fernando Pessoa

O amor, quando se revela, Não se sabe revelar. Sabe bem olhar p’ra ela, Mas não lhe sabe falar. Quem quer dizer o que sente Não sabe o que há de dizer. Fala: parece que mente… Cala: parece esquecer… Ah, mas se ela adivinhasse, Se pudesse ouvir o olhar, E se um olhar lhe bastasse...

Deus te livre, poeta… – Amado Nervo
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Deus te livre, poeta… – Amado Nervo

Deus te livre, poeta, De verter no cálice de teu irmão A menor gota de amargura. Deus te livre, poeta, De interceptar sequer com tua mão A luz que o sol presenteia a uma criatura. Deus te livre, poeta, De escrever uma estrofe que entristece; de turvar com teu cenho E a tua lógica triste...

Uma Mente Sempre Aberta
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Uma Mente Sempre Aberta

I Helmut permanecia acordado, olhando as estrelas, não obstante o silêncio da fria noite de outono convidasse ao sono qualquer mortal. Estava em uma estalagem na estrada, em algum lugar da Baviera, aos pés dos Alpes. Corria o Ano do Senhor de 1380, e ele estava retornando de Viena, onde havia acompanhado os primeiros anos...

O Reencontro de Dara
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O Reencontro de Dara

O dia estava lindo… Dara admirava o local onde a festa se realizava: céu azul, árvores com folhas em diversos tons de verde bailando com o vento, pássaros, borboletas e outros animais também estavam presentes naquele lugar, mas ninguém percebia isto. Risos, abraços e muitas vozes tomavam conta do local. Mesmo no meio de muitas...

A Mão que Brande a Espada
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A Mão que Brande a Espada

– Arrói! – o homem bradou, e seu cavalo parou ao sopé da montanha. A trilha que levava até a vila de Driadar era tortuosa e extremamente perigosa. As grandes pedras soltas e o solo irregular arriscavam a segurança do cavalo e de seu cavaleiro, mas chegar à vila fazia parte de sua última prova...

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A melhor poesia (Amado Nervo)

“Não escreverei mais versos, oh, misteriosos gênios! Não imprimirei mais vãs e sonoras obras” – o poeta dizia -, “Doravante, seja o silêncio minha melhor poesia. Doravante, o ritmo nobre de meus atos diversos, seja, gênios celestes, o ritmo de meus versos. Doravante, estes meus olhos, de olhar claro e puro, perto de cuja luz...

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Maya (Amado Nervo)

És um com Deus: Em tua alma levas teu paraíso O exterior, que te turva e entristece, Não cobra realidade senão em ti mesmo: Tu formas as imagens e logo as desejas trocando-as em ídolos. O resultado de tuas sensações para ti Constitui o Universo, e são tuas sensações Qualidades puras de teu entendimento moral....

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Temperança (Amado Nervo)

Estou temperado para a morte, temperado para a eternidade, e sou sereno porque sou forte; a força infunde serenidade. Em que radica minha força? Em uma indiferente resignação ante as quedas da sorte e os embates da aflição. E no tranquilo convencimento de que a vida tão só é vão fantasma que move o vento,...

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Canção do Tamoio (Gonçalves Dias)

Não chores, meu filho; Não chores, que a vida É luta renhida: Viver é lutar. A vida é combate, Que os fracos abate, Que os fortes, os bravos, Só pode exaltar. Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte; Só teme fugir; No arco que entesa Tem certa uma presa, Quer...