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Categoria: Poemas e Contos

Nova Acrópole / Poemas e Contos
Comparar-te a um Dia de Verão? – William Shakespeare
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Comparar-te a um Dia de Verão? – William Shakespeare

Comparar-te a um dia de verão? Há mais ternura em ti, ainda assim: Um maio em flor às mãos do furacão, O foral do verão que chega ao fim. Por vezes brilha ardendo o olhar do céu; Outras, desfaz-se a compleição doirada, Perde beleza a beleza; e o que perdeu Vai no acaso, na natureza,...

A um Poeta – Olavo Bilac
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A um Poeta – Olavo Bilac

Longe do estéril turbilhão da rua, Beneditino escreve! No aconchego Do claustro, na paciência e no sossego, Trabalha e teima, e lima, e sofre e sua! Mas que na força se disfarce o emprego Do esforço: e trama viva se construa De tal modo, que a imagem fique nua Rica mas sóbria, como um templo...

Ir Além – Khalil Gibran
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Ir Além – Khalil Gibran

Quem se fixa em imagens pequenas e próximas Terá dificuldade em ver e distinguir As grandes e afastadas. Se queres ver os vales, Sobe até o cume das montanhas; Se desejas ver os cumes, Eleva-te até as nuvens; Mas se pretendes entender a nuvem, Fecha os olhos e pensa. Se tu abrisses de verdade Os...

A Um Amigo – Almeida Garret
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A Um Amigo – Almeida Garret

Fiel ao costume antigo, Trago ao meu jovem amigo Versos próprios deste dia. E que de os ver tão singelos, Tão simples como eu, não ria: Qualquer os fará mais belos, Ninguém tão d’alma os faria. Que sobre a flor de seus anos Soprem tarde os desenganos; Que em torno os bafeje amor, Amor da...

Glosando o Mote: “Das almas grandes a nobreza é esta” – Bocage
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Glosando o Mote: “Das almas grandes a nobreza é esta” – Bocage

Apertando de Nise a mão nevada, A furto lhe pergunto: “De mim gosta?” Cala-se Nise, e manda-me a resposta Nas asas de estrondosa bofetada! “Que é isso?” grita a mãe. “Senhora, é nada”, Lhe responde com voz branda e composta: Ferve susurro aqui, e à parte oposta Rebenta insultadora pateada: “Calai-vos (lhes gritei) homens estultos!...

Um Mover de Olhos, Brando e Piedoso – Luis de Camões
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Um Mover de Olhos, Brando e Piedoso – Luis de Camões

Um mover de olhos, brando e piedoso, Sem ver de quê; um riso brando e honesto, Quase forçado; um doce e humilde gesto, De qualquer alegria duvidoso; Um despejo quieto e vergonhoso; Um repouso gravíssimo e modesto; Uma pura bondade, manifesto Indício da alma, limpo e gracioso; Um encolhido ousar; uma brandura; Um medo sem...

Ignoto Deo – Almeida Garret
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Ignoto Deo – Almeida Garret

Creio em ti, Deus: a fé viva De minha alma a Ti se eleva. És – o que és não sei. Deriva Meu ser do Teu: luz… e treva, Em que – indistintas! – se envolve Este espírito agitado, De Ti vem, a ti devolve. O Nada, a que foi roubado Pelo sopro criador Tudo...

Ode I, 11 – Horácio (Quintus Horatius Flaccus)
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Ode I, 11 – Horácio (Quintus Horatius Flaccus)

Tu não questiones – é crime saber – o fim que para mim, que para ti os deuses reservaram, ó Leucônoe, nem mesmo consultes os números babilônicos. Quão melhor é suportar o que quer que venha! Se Júpiter te concedeu muitos invernos, ou este último, que agora quebra as tirrenas ondas contra as pedras, sejas...

O Amor – Fernando Pessoa
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O Amor – Fernando Pessoa

O amor, quando se revela, Não se sabe revelar. Sabe bem olhar p’ra ela, Mas não lhe sabe falar. Quem quer dizer o que sente Não sabe o que há de dizer. Fala: parece que mente… Cala: parece esquecer… Ah, mas se ela adivinhasse, Se pudesse ouvir o olhar, E se um olhar lhe bastasse...

Deus te livre, poeta… – Amado Nervo
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Deus te livre, poeta… – Amado Nervo

Deus te livre, poeta, De verter no cálice de teu irmão A menor gota de amargura. Deus te livre, poeta, De interceptar sequer com tua mão A luz que o sol presenteia a uma criatura. Deus te livre, poeta, De escrever uma estrofe que entristece; de turvar com teu cenho E a tua lógica triste...